3 séries que acabaram cedo demais


Eu acompanho várias séries, já assisti algumas bem longas, já revi as minhas favoritas, mas minha entrada nesse mundo não ocorreu há muito tempo. Eu via séries na TV quando era mais nova, mas até quatro anos atrás, a única que realmente quis acompanhar – e fiz questão de comprar o box com todas as temporadas - foi Gilmore Girls. Depois, em algum momento de 2012, conheci Being Erica, The Big Bang Theory e Switched at Birth, e não parei mais. Agora, além de tentar me manter em dia com todas as séries novas que quero ver, também tem várias antigas que parecem boas. Como eu não faço maratonas (não consigo ver vários episódios seguidos da mesma coisa sem enjoar), sempre alterno entre várias.


Nessa categoria se encaixam as três séries sobre as quais quero falar hoje. Séries que já terminaram, mas que ainda valem a pena, ainda que tenham durado pouco.

3 séries que acabaram cedo demais

Pushing Daisies

O Drama romântico que nos leva ao estranho mundo de Ned (Lee Pace), um homem capaz de trazer pessoas mortas de volta à vida através do toque. As pessoas que ele toca, entretanto, só podem ficar vivas por 1 minuto, e se não morrerem novamente, alguém próximo morre. Ned decide usar sua habilidade para resolver crimes. Ele e um investigador local trazem vítimas de assassinatos de volta à vida para descobrirem quem as matou, e assim receberem o dinheiro de possíveis recompensas. Mas quando Ned devolve a vida a um antigo interesse amoroso, as coisas começam a ficar complicadas. (Fonte)
Se eu tivesse que definir Pushing Daisies em uma palavra, esta seria "fofa". A imagem acima descreve muito bem o clima - inocente, colorido, até mesmo idílico, apesar do tema sombrio. É quase um desenho animado infantil, com Ned e Chuck vivendo um romance em que não podem se tocar, ou ela imediatamente morrerá [novamente]. A série parece não se levar muito a sério, o que é bom, porque desde o início você sabe que não deve esperar storylines complexas, apenas algo para passar o tempo e terminar com um sorriso no rosto.

Como de costume, já que eu gostar de protagonistas é coisa rara, eu acabei achando a Chuck chata, especialmente na segunda temporada. Mas gosto muito de Olive (Kristin Chenoweth), a garçonete apaixonada por Ned, e do investigador Emerson (Chi McBride), que é bem o tipo de personagem que sempre acaba sendo meu favorito (ou seja, prático, leal, muito mais interessante que os principais e frequentemente esquecido pelos roteiristas). Uma frustração que tenho com o final da série é que a história dele não foi tão explorada tanto quanto eu gostaria, pois era um ótimo plot dramático. Mas as cenas dele e, em especial, suas interações com Olive eram sempre muito divertidas.

São apenas 22 episódios, divididos em 2 temporadas e exibidos na ABC entre 2007 e 2009. Infelizmente, não tem no Netflix Brasil e os DVDs são bem difíceis de serem encontrados (e caros), mas ainda pretendo comprá-los.

Samantha Who?

Quando Samantha Newly (Christina Applegate) é atropelada por um carro, ela entra em coma por oito dias. Após esse período, ela acorda e não consegue se lembrar das coisas mais simples do seu passado, constituindo um caso de amnésia retrógrada. Antes de seu acidente, "Sam", como é conhecida, era uma pessoa de má-índole e cruel, até mesmo com seu namorado, Todd (Barry Watson). Agora, conforme redescobre sua vida, Samantha tenta tornar-se uma pessoa melhor. (Fonte)
Samantha Who? foi criada pela Cecelia Ahern e, como a maioria das histórias dela, é sobre uma pessoa horrível. O enredo é parecido com o do livro Lembra de mim?, da Sophie Kinsella (outra de minhas autoras favoritas e sobre a qual falarei em breve), que eu já li e também gosto muito. Só que a história aqui não é muito forte (e, infelizmente, talvez explique a curta vida da série, embora ela tenha sido a comédia estreante com maior audiência da temporada 2007-2008), o que me chamou a atenção foram os personagens. Christina Applegate é maravilhosa e tem um tempo de comédia perfeito. As interações dela com as amigas Dena (Melissa McCarthy) e Andrea (Jennifer Esposito) são os pontos altos da série. Eu já gostava do trabalho da Melissa desde Gilmore Girls e pretendo assistir Mike & Molly algum dia. Já a Jennifer eu não conhecia, mas virei fã. Andrea, inclusive, é minha personagem favorita.

A série teve duas temporadas, totalizando 25 episódios. Não tem no Netflix, mas os DVDs são fáceis de encontrar e baratos. Eu comprei em uma promoção na FNAC há cerca de dois anos, por menos de R$30 cada temporada.

United States of Tara

Tara é uma esposa e mãe com Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI). Depois de decidir fazer uma pausa e parar de tomar sua medicação para descobrir a real causa da sua doença, suas outras personalidades voltam: A selvagem adolescente T, a dona de casa Alice e o veterano do Vietnã Buck. Tara é apoiada por seu calmo e sangue-frio marido Max, pela sua um pouco perturbada filha adolescente Kate e o peculiar e bondoso filho Marshall. Sua irmã, Charmaine, não é tão apoiadora, e muitas vezes expressando suas dúvidas sobre o transtorno de Tara. A serie é filmada em Overland Park, Kansas. (Fonte)
United States of Tara é uma dramédia - meu "gênero" favorito de série - que eu gostaria que fosse mais conhecida, pois trata de um assunto pesado com humor, mas também com respeito. Já comentei que eu virei fã da Toni Collette depois da série, porque ela consegue te convencer das diferentes personalidades só pelo tom de voz ou pelo olhar. Ela até ganhou o Emmy em 2010 e serviu de inspiração para Tatiana Maslany interpretar seus mil clones em Orphan Black. E, falando em atrizes aclamadas, a filha de Tara, Kate (minha personagem favorita, junto com Buck, a personalidade masculina-ogra de Tara) é interpretada pela Brie Larson, ganhadora do Oscar 2016.

Outra coisa que eu gosto muito é que a série não é sobre o transtorno da protagonista, mas sobre a vida dela e de sua família com o transtorno. As personalidades não podem simplesmente ser expulsas dali, elas podem até passar muito tempo sem aparecer, mas continuam existindo e todos precisam lidar com ela. A família tem seu próprio estilo de vida e lida com várias outras questões, como a desconfiança da irmã, a vida profissional da filha, a descoberta da homossexualidade do filho e até uma possível vida amorosa de uma das personalidades.

Das três séries citadas, esta foi a que teve o melhor final. Eu ainda queria mais, mas todas as pontas foram amarradas, e os personagens ficaram em um estado satisfatório. Os episódios finais são intensos, mas também muito bonitos. É uma série que eu pretendo rever no futuro.

United States of Tara teve três temporadas de doze episódios cada e todas elas estão disponíveis no Netflix. Recomendo muito!


Caso alguém queira fazer uma maratona no feriado, já tem aqui três opções. E eu estou sempre aceitando sugestões, então me digam: Tem alguma série que foi cancelada cedo demais, mas que você continua recomendando?

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