6 lugares para conhecer em Foz do Iguaçu


Como a maioria de vocês já devem saber, durante as minhas férias, eu viajei para Foz do Iguaçu e passei alguns dias na casa da Annie. Eu já havia visitado a cidade uma vez, em 2014, justamente para o casamento dela, mas fiquei poucos dias e o foco da viagem era outro. Desta vez, porém, deu para fazer vários passeios e acrescentar outros na lista - porque, sim, voltarei enquanto tiver uma amiga para visitar que esteja disposta a me receber (e, para a minha sorte, ela adora visitas).

Para este post, separei 6 dos lugares que visitei nas duas viagens. Alguns possuem vários passeios e podem ocupar mais de um dia; outros são mais rápidos e podem ser agrupados em um dia só. Acredito que seja possível montar uma programação de 4 a 6 dias. Já adianto, também, que eu não fui ao Paraguai. Alguns dos meus colegas de trabalho acharam isso um absurdo, mas compras não eram prioridade em nenhuma das duas vezes em que fui a Foz. Na próxima, talvez, eu vá. Fui à cidade de Puerto Iguazu, na Argentina, mas falarei sobre ela em outro post.

1. Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu

Comecemos pelo óbvio. Este passeio sempre foi o mais desejado, um dos poucos lugares que fiz questão de visitar da primeira vez. Meu pai foi a Foz várias vezes em sua fase camelô, e eu, que sempre gostei de lugares bonitos e de fotos, sempre quis conhecer.

É um passeio indispensável. Não é o lugar mais bonito que já conheci, pois este título pertence aos Lençóis Maranhenses, mas é um forte segundo lugar.


O passeio começa em um ônibus aberto de dois andares, que para nas várias estações existentes ao longo do caminho. A partir de uma das estações (não me lembro qual), começa a trilha. É possível ir de ônibus até o final, o que nós quase fizemos, mas recomendo descer e fazer a trilha a pé. A melhor parte de ver as Cataratas brasileiras é que a imagem vai sendo construída aos poucos. Você começa a caminhada sem ver muita coisa, mas novas quedas vão surgindo à medida em que avança, até que você chega ao final e tem um panorama completo e de tirar o fôlego.

Eu gostaria de ter ido com mais tempo para poder apreciar os vários ângulos e tirar muitas, muitas fotos. Infelizmente, não foi possível na época (ou a Annie ficaria sem suas bridesmaids), mas recomendo a quem for que separe o dia inteiro com esse propósito.



Saiba mais:
Fica pra próxima:
  • Voltar às Cataratas em um dia de sol, pois quando eu fui estava nublado e frio.

2 Parque das Aves

Próximo ao Parque Nacional das Cataratas fica o Parque das Aves que é, basicamente, um zoológico de aves - com alguns répteis, um borboletário e peixes na entrada!


A visita ao Parque consiste de uma trilha. No início, as aves estão separadas em seus viveiros, mas outros ambientes vão surgindo. Todos os ambientes possuem identificação dos animais ali presentes, com algumas informações sobre eles, incluindo seu lugar de origem.

Vi muitos flamingos, algo que eu não esperava e ainda descobri que nem todos eles vêm da Flórida, como a capa deste livro me levou a acreditar. Na verdade, nenhum dos flamingos ali presentes passou sequer perto da Flórida. Eles são muito bonitos, com aquela postura elegante e a cor rosada. Alguns, menores, chegam a ser de um laranja bem forte, praticamente vermelhos.

Também havia muitos tucanos (tantos que eu poderia fazer alguma piada ruim sobre política), posando imóveis para as fotos em que acabam parecendo pelúcia, e muitas araras. Há um viveiro enorme de araras e dá pra chegar bem perto delas, a gente passando e elas voando por cima das nossas cabeças. Na saída, também é possível tirar foto com uma das chamadas "araras mansas" no braço, mas eu não quis me aproximar tanto.



Atenção!
  • Em algumas áreas do Parque os animais ficam soltos. A trilha é uma só e não há atalhos, portanto, não é possível evitar essas áreas, a menos que você volte e desista do passeio. A única exceção é o borboletário, que fica próximo ao final da trilha, e é oferecido um caminho alternativo. Eu sou muito medrosa, confesso que fiquei com receio de entrar na primeira vez, mas não gosto de voltar atrás, então entrei. Há guias sempre por perto e os animais parecem estar acostumados à coexistência com humanos. Somente em uma ocasião nós tivemos um pequeno imprevisto, pois uma das aves estava bloqueando a saída e nós não sabíamos o que fazer, mas voltamos e esperamos alguns minutos até que ela saísse.

3. Itaipu

De todos os lugares que visitei, este foi meu favorito. A Itaipu – maior usina hidrelétrica do país, que abastece a maior parte de SP e RJ – possui um complexo turístico muito bem organizado que oferece várias atrações. Eu já fui a quase todas e falarei sobre cada uma delas daqui a pouco. Antes, algumas observações (e uma foto).



  • Agenda: Os detalhes, horários e valores de todas as atrações estão no site Turismo Itaipu. Lá você pode montar a sua agenda, já encaixando cada programa no horário que você quiser e, em seguida, comprar. Eu recomendo separar dois dias da viagem para fazer tudo.
  • Gratuidade e meia entrada: Na hora da compra, preste atenção aos critérios para meia entrada ou gratuidade. Na maioria das atrações, os moradores de Foz do Iguaçu não pagam, o que é bem útil caso você vá com algum parente ou amigo que mora lá, o que foi o meu caso.
  • Transporte: A maioria dos passeios é feita nos ônibus da Itaipu, que saem nos horários escolhidos  no momento da compra. O único que não possui horário definido é o Ecomuseu, mas mesmo para este é oferecido o transporte, saindo do Centro de Recepção de Visitantes (CRV) e voltando para lá sob demanda.
  • Restaurante: Para quem quiser marcar vários passeios e passar o dia lá, há um restaurante na entrada, que oferece almoço, bebidas, lanches e sobremesas.
  • Idiomas: Os passeios possuem guias. Visitantes de outras nacionalidades podem solicitar que eles falem também em inglês ou espanhol. (Visitantes bilíngues: Ouçam as duas versões, porque os estrangeiros costumam ficar mais próximos dos guias e, às vezes, eles acabam contando alguma coisa diferente.) Com exceção de um dos guias com os quais eu e Felipe fizemos o Circuito Especial em 2014 (que parece o Quico e implicou comigo porque tive dificuldades para colocar o capacete), todos foram muito simpáticos e atenciosos.

2.1. Visita Panorâmica

A panorâmica é o passeio mais básico de todos. O ônibus sai do CRV e para em alguns pontos externos do complexo, onde é possível descer para tirar fotos. Eu não fiz esse passeio com o ônibus (como o Haralan, marido da Annie, trabalha na Itaipu, ele que me levou de carro), então, não sei dizer exatamente quais pontos estão inclusos, mas os lugares são mesmo muito bonitos, especialmente se o vertedouro estiver aberto. Segundo os guias do Circuito Especial, que possui alguns pontos em comum com a panorâmica, ele fica aberto apenas em 10% do tempo e não há como prever, pois são vários fatores envolvidos. Na primeira vez que fui, estava fechado, mas consegui vê-lo aberto nessa última viagem e é realmente uma vista incrível.


2.2. Circuito Especial

O Circuito Especial é o que eu chamo de “passeio nerd”, pois além dos pontos externos, ele também inclui uma visita à parte interna da usina. Para quem conheceu o blog agora ou apenas é um ser humano normal que não se lembra de todos os detalhes pessoais que todo mundo conta: Eu amo Física. Amo ver como as coisas funcionam e como é tudo tão perfeito. Por isso gostei tanto desse passeio (até tenho vontade de fazer novo), de ver aquelas turbinas gigantes, de ouvir ou ler como elas funcionam. Para mim, as linhas de transmissão são paisagens tão belas quanto o lago de Itaipu (e eu também amo água), só é uma pena que não sejam tão fotogênicas. Esse passeio é um pouco mais caro, mas é o que mais recomendo, especialmente para os colegas de Exatas.

2.3. Polo Astronômico

Outro passeio nerd – e, consequentemente, meu segundo favorito, embora não origine muitas fotos. Começou na área externa, com uma explanação sobre o funcionamento dos relógios solares, incluindo um relógio e outro dispositivo anterior ao seu advento. Passando para a área interna, participamos de uma sessão de Planetário, que é, basicamente, uma aula introdutória de astronomia com o céu projetado no teto abobadado da sala escura. Fiquei até interessada em conhecer mais sobre os planetas e constelações. Na segunda-feira, quando chegava em casa depois do trabalho, reconheci pela primeira vez o alinhamento de Alfa Centauri e Beta Centauri na direção do Cruzeiro do Sul, pois, embora já soubesse identificar facilmente o símbolo do meu time azul estrelado, eu realmente nunca tinha percebido que as duas estrelas mais brilhantes do céu estavam ali tão [relativamente] próximas.

Depois do Planetário, tivemos mais algumas explanações sobre os corpos celestes e subimos ao observatório, onde pudemos observar o sol no telescópio. A guia também comentou sobre a visita noturna, que parece ser ainda melhor, pois é possível observar também a lua e eu espero poder participar algum dia.


2.4. Ecomuseu

Menos nerd*, mas ainda no mesmo estilo “visita técnica”, o Ecomuseu conta a história da cidade e da usina. Há uma timeline com maquetes desde milhares de anos atrás até a rodoviária que recebia aos trabalhadores contratados para participar da obra. Outras salas incluem: uma exposição permanente de animais empalhados (que foram encontrados mortos, não capturados para serem expostos); a exposição temporária Arte Sustentável; e uma sala com piso de vidro e uma maquete das cidades que pertencentes à Bacia do Rio Paraná e monitores touch screen contando a história de cada cidade.



Essa sala foi a minha parte favorita do museu. Eu tenho muito medo de altura, mas, ao contrário do esperado, só viajo na janela do avião. Com a ajuda da Annie na hora de escolher meu assento, consegui ficar do melhor lado e visualizar tanto a Itaipu quanto as Cataratas (para quem faz conexão em Guarulhos, lado esquerdo na ida e lado direito na volta). Quando cheguei a essa parte do museu, parei para observar os arredores do aeroporto e identificar locais que eu pudesse enxergar lá de cima e foi bem legal.

* Uma observação: Quando eu falo em “passeio nerd”, não quero dizer que sejam passeios completamente técnicos ou que não podem ser aproveitados por quem não tem os mesmos interesses físicos/científicos/históricos que eu. Há várias outras coisas para ver, como as maquetes, os animais, quadros, as obras da área externa, o museu todo é muito legal, assim como o Polo e o Circuito também são.

2.5. Refúgio Ecológico Bela Vista

Esse era o passeio de menor prioridade, porque meu interesse em animais é nulo (a menos que o animal em questão seja colorido e fotogênico), mas acabei fazendo mesmo assim. O passeio tem três partes:

Na primeira, o ônibus para no Canal da Piracema, onde o guia explica sobre a sua construção, feita para que os peixes pudessem voltar ao seu curso natural de migração pelo rio Paraná. Nosso guia era muito empolgado, ele mesmo disse que ama o que faz e fez muita propaganda da empresa; não sei se todos são assim. Após alguns minutos, o ônibus partiu para o Refúgio em si, com o guia contando sobre a história dos locais por onde passamos, como as barragens e as casas construídas para os operários durante a construção da usina.



O Refúgio Bela Vista é uma espécie de hospital, que trata de animais que foram encontrados na região, ou capturados ou que estão em risco por qualquer outro motivo, como o caso dos dois quatis que estavam gordos demais de tanto roubar comida dos turistas nas Cataratas (história real). A segunda parte do passeio é um vídeo sobre isso na sede do Refúgio.

A última parte é uma trilha, que dura cerca de 1 hora e para nas casas desses animais. Há animais de vários tipos e eu sou incapaz de categorizar todos eles. As principais atrações são as águias (que foram capturadas quando filhotes e aparecem no vídeo introdutório), uma onça (que pode ser vista bem de perto, através de um vidro) e as macaquinhas (cuja história de amor com os macacos forasteiros poderia servir de enredo para Rio 3).

Uma coisa que eu achei legal é que há vários pontos com bebedouros e banheiros. Por ser uma trilha, é indispensável estar com calçados e roupas confortáveis. Uma vez que você está lá dentro, não dá pra voltar atrás.

Fica pra próxima:
  • Polo Astronômico - Visita noturna: Quero muito voltar. Aliás, eu queria ter voltado no mesmo dia, mas nós já não tínhamos forças pra isso. Três passeios em um dia é o bastante.
  • Iluminação da barragem: Passeio noturno, com uma única parada em um mirante para ver a barragem de concreto sendo iluminada. Também cogitei ir, mas não fui pelo mesmo motivo de não ter voltado ao Polo.
  • Katamaran: Um passeio de barco pelo lago de Itaipu, com a última saída próxima ao horário do pôr-do-sol. A vista parece linda, mas o passeio me soou romântico demais para o momento.

4. Marco das três fronteiras

O Marco das Três Fronteiras (ou Marco das Américas, embora seja uma América só) é uma espécie de praça (para quem é de Belo Horizonte, é parecido com a Praça do Papa, porém fechado) de onde se vê o rio Iguaçu (que divide Brasil e Argentina), desaguando no rio Paraná (que separa o Paraguai dos outros dois países). Tanto a Argentina quanto o Paraguai possuem marcos semelhantes e é possível avistar cada marco a partir dos outros dois.



Dizem que o pôr-do-sol dali é muito bonito, mas, graças ao ônibus que fez questão de passar em todas as ruas da cidade, já era noite quando chegamos. Lá dentro tem um restaurante bastante simpático (com wifi e tomadas), o Cabeza de Vaca. Moradores de Foz do Iguaçu possuem gratuidade para entrar no Marco. Eu paguei R$15 e ganhei um vale desconto de 10% no restaurante, o que acabou compensando o pagamento da entrada. Como estávamos em um grupo de quatro, pedimos uma tábua de batatas fritas e outra de frango, mas achamos que foi pouco.

No horário em que fomos, o local onde o Marco se encontra é bem deserto, eu não teria coragem de voltar lá sozinha. Pelo que a Annie e o Haralan me disseram, o lugar foi reformado recentemente e melhorou muito, mas falta publicidade para que ele seja mais visitado (então, eis aqui a minha pequena contribuição).

Fica pra próxima:
  • Visitar o marco durante o dia ou no pôr do sol;
  • Visitar o marco argentino, que parece ser o mais bonito dos três;
  • Visitar o marco paraguaio.

5. Mesquita Omar Ibn Al-Khatab

Eu sempre tive muita curiosidade com relação à religião muçulmana, lembro que esse foi o meu tema em um trabalho de geografia no meu primeiro ano de EM e fiquei muito interessada nessa cultura. Porém, esse é um passeio bem rápido, pois o objetivo da Mesquita não é ser um ponto turístico, então, não há muito o que se fazer lá. A mesquita é muito bonita, tanto por fora quanto por dentro. No dia que fomos, o céu estava muito azul, o que acabou ressaltando a brancura da construção.

Atenção!
  • Mulheres não podem subir à porta da Mesquita se estiverem de short ou saia curta. É oferecido o aluguel de saias compridas a R$2. Além disso, para entrar no templo é necessário cobrir a cabeça com uma espécie de capa, que cobre cabeça e braços - esta, emprestada gratuitamente. Como éramos apenas duas mulheres visitando, não me lembrei de perguntar sobre o código de vestimenta masculina, mas uma conhecida muçulmana me disse que homens não podem entrar sem camisa ou com bermudas/calças acima dos joelhos.


Fica pra próxima:
  • Doces: Fiquei sabendo que na região da Mesquita há lojas de doces árabes, mas nós passamos por outro caminho e não as vimos. A propósito, a cultura árabe é muito forte em Foz do Iguaçu e há restaurantes típicos por toda a cidade. Em toda a minha chatice para comer, eu acabei experimentando um Shawarma e adorei, recomendo.

6. Templo Budista

Mudando de religião, outra opção de passeio rápido e cultural é a visita ao Templo Budista. Ele fica em um espaço amplo e muito agradável (e é uma pena que os piqueniques estejam proibidos), de onde se avista a famosa Ponte da Amizade, que une Brasil e Paraguai. O templo possui várias estátuas - algumas grandes, outras ainda maiores - tanto no exterior quanto no interior. Não é permitido fotografar no interior do templo e, infelizmente, eu não consegui ficar lá por muito tempo, pois um cheiro não identificado fez com que eu quisesse espirrar, e eu fiquei com vergonha de espirrar em um lugar silencioso quando tinha, ao meu lado, um senhor que parecia estar orando ou meditando.



Para finalizar, esse não é exatamente um lugar para conhecer, mas preciso dizer que, pela primeira vez, comi um pão de queijo bom fora de Minas. O lugar se chama Trilha do Açaí, onde eu também tomei um suco delicioso de maracujá com leite.

Espero que esse post seja útil para mostrar a vocês um pouquinho da cidade e, quem sabe, despertar-lhes a vontade de conhecer. Tive alguns imprevistos e acabei tendo que escrever tudo na noite de terça-feira, já cansada e com sono, então, por favor, ignorem qualquer erro. (Inclusive, se eu tiver falado sobre pelicanos em algum lugar, eu quis dizer flamingos. E onde estiver escrito águia, é possível que seja arara. Exceto no Refúgio, lá eram águias, mesmo.)

Como já comentei no início, também vou postar sobre nossa ida à Argentina. A partir deste mês, os posts sobre viagens e turismo saem sempre às quartas-feiras, ou seja, se tudo der certo, o próximo será daqui a exatas duas semanas. Se você chegou agora e quer ficar por dentro de tudo, não se preocupe, é só seguir o blog no Twitter ou curtir a fanpage no Facebook. Siga também o meu perfil no Instagram, lá tem algumas fotos da viagem que eu não incluí aqui.

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