5 motivos para assistir Grace and Frankie

Grace (Jane Fonda) and Frankie (Lily Tomlin)
Grace (Jane Fonda) e Frankie (Lily Tomlin) estão encarando a temida "3ª idade", mas não da forma que imaginavam. Quando os seus respectivos maridos revelam que estão apaixonados um pelo outro e planejam se casar, a vida delas é virada de cabeça para baixo. Agora, elas estão ligadas eternamente por esse acontecimento e, já rivais, descobrirão que podem ter que tomar conta uma da outra. (Fonte)
Amanhã, dia 06 de maio, estréia a segunda temporada de Grace and Frankie. Embora ainda nova, a série da Netflix já virou uma das minhas favoritas e mais aguardadas. Estranhamente, porém, não costumo ver muitos comentários sobre ela na internet e acho uma grande injustiça, porque a série é muito boa e muito mais gente poderia estar assistindo.

Se você nunca ouviu falar sobre a série ou se ouviu e não se interessou, me dê pelo menos a chance de tentar lhe convencer, garanto que meus motivos são todos muito bons.

5 motivos para assistir Grace and Frankie

1. É da Netflix

Sol e Robert
Sol Bergstein (Sam Waterston) e Robert Hanson (Martin Sheen)
Ultimamente, tenho preferido séries que estejam disponíveis na Netflix, assim, não preciso me preocupar com downloads e nem ficar com a consciência pesada por consumir o produto de forma ilegal. Grace and Frankie não apenas está disponível, ela é uma série original Netflix, o que pode trazer consigo algumas vantagens. O nosso querido serviço de streaming, que tem investido bastante em conteúdo próprio, possui um modelo de negócio diferente das emissoras tradicionais que é muito mais próximo do consumidor e que tem agradado bem mais. (Um exemplo é o revival de Gilmore Girls, que ninguém mais conseguiu viabilizar e que, para minha grande alegria, está acontecendo).

Muitas séries boas acabam morrendo na TV, porque não se encaixam em determinado perfil ou porque estão concorrendo com algo muito mais forte. Enquanto isso, Grace and Frankie já foi renovada para a terceira temporada, várias semanas antes da segunda estrear.

Também vale a pena mencionar que uma das responsáveis pela criação da série é Marta Kauffman, co-criadora de Friends. Isso não é garantia de qualidade - afinal, ela criou a Phoebe e o Chandler, mas também criou o Ross e aquele macaco chato dele - mas é um sinal de que podemos confiar.

2.  Originalidade

Grace and Frankie
Grace Hanson (Jane Fonda) e Frankie Bergstein (Lily Tomlin)
Não sei vocês, mas não é todo dia que eu encontro uma série focada em duas mulheres cujos maridos as abandonaram porque estão apaixonados um pelo outro. Histórias com protagonistas de 70 anos também não são as mais comuns. Agora, imagine juntar as duas coisas!

O tema e, principalmente, a idade das personagens, gera tanto cenas inesperadas quanto novos olhares em situações comuns. Estamos acostumados a ver pessoas tendo que lidar com um divórcio inesperado aos 30 e poucos, sem saber para onde ir e achando que não terão tempo para viver tudo o que gostariam, mas o que acontece quando essas pessoas de fato não possuem mais todo o tempo do mundo?

Logo nos primeiros episódios, há uma discussão interessantíssima (iniciada pela minha personagem favorita, sobre a qual falarei mais adiante) sobre a naturalidade com que os filhos tentam tratar o novo relacionamento dos pais e como eles agiriam no caso de uma traição heterossexual. Outro assunto que eu adorei foi a diferença entre os relacionamentos de Grace/Robert e Frankie/Sol - um casal que foi se distanciando ao longo dos anos de casamento e outro que, de certa forma, ainda se ama.

São questões incomuns, mas que não são forçadas e nem tratadas com descuido, o que me leva a crer que a série ainda pode ter várias temporadas.

3. É dramédia

Mallory and Coyote
Mallory Hanson (Brroke Davis) e Coyote Bergstein (Ethan Embry)
Eu me lembro que a Annie assistiu à primeira temporada antes de mim e, após o piloto, ela mandou o seguinte comentário: "Parece que a dramédia encontrou o balanço perfeito."

Não consigo encontrar uma definição melhor. Eu gosto de dramas, gosto de comédias, mas amo o equilíbrio, amo as dramédias. Acontece que dramédia - um estilo que, creio eu, nem deve existir oficialmente - abrange uma gama diversificada de histórias e poucas conseguem manter os episódios equilibrados. Grace and Frankie é muito realista nisso; ninguém vive nos extremos, alegria e tristeza frequentemente se misturam e os roteiristas fizeram um ótimo trabalho nos primeiros 13 episódios.

4. O elenco

Grace and Frankie
Grace e Frankie
Além de serem atrizes já consagradas e indiscutivelmente competentes, Jane Fonda e Lily Tomlin são amigas (e já trabalharam juntas há quase 40 anos em Como eliminar seu chefe) e possuem uma química incrível. É muito bonita a forma como o relacionamento das duas protagonistas evolui desde o primeiro episódio e eu credito esse fato tanto ao roteiro quanto à interpretação - um não anda sem o outro.

Do outro lado, temos Martin Sheen e Sam Waterston, interpretando personagens complexos em um relacionamento completamente diferente do delas, mas com sua química própria que também funciona muito bem. Os quatro acertam tanto que o outro quarteto do elenco regular - os filhos - vão conquistando seu espaço aos poucos, o que também foi ótimo de acompanhar.

5. Brianna Os personagens

Brianna and Bud
Brianna Hansom (June Diane Raphael) e Nwabudike [Bud] Bergstein (Baron Vaughn)
Enfim, chegamos à minha parte favorita! Sim, eu me apaixonei pelos personagens. É muito difícil encontrar uma série em que eu goste de todos (tenho até medo de dizer que gosto e acabar odiando alguém em breve), mas gosto como a série trata de assuntos delicados sem maniqueísmo, sem apontar dedos ou endeusar ninguém. Todos eles têm potencial para crescimento e para boas histórias no futuro.

Minha favorita é Brianna. Devido a algumas séries sendo canceladas (ou abandonadas), eu ando carente de personagens favoritos e Brianna é aquele tipo de personagem que eu não consigo não amar, o tipo de personagem que eu brigo para defender. Ela é aquela que prefere resolver problemas a demonstrar sentimentos, aquela que diz o que todo mundo está pensando, aquela que eu quero pegar na mão e dizer "miga, tamo junta". (Para quem conhece, ela é quase uma Bay Kennish mais velha, o que significa que nós somos, praticamente, a mesma pessoa.)

Também gosto muito da Grace e do Robert, esses personagens aparentemente sem coração são sempre meus favoritos. Mas eu realmente não desgosto de ninguém. Quem eu menos gosto é o Sol, ele é o mais bonzinho de todos, mas ainda não chegou a me irritar.


Depois de tudo isso, espero que tenha dado para notar a minha empolgação com a série. Não gosto de maratonar, mas já estou planejando o meu fim de semana para ver, pelo menos, 3 episódios, porque, embora tenha revisto toda a primeira temporada há menos de um mês, eu já estou com saudades e mal posso esperar pelo que virá em seguida. Mas você, que ainda não começou, não precisa esperar, pode começar agora mesmo e depois venha me agradecer contar o que achou.

Brianna, Grace and Mallory - "Há algum grupo para mulheres de homens que viraram gays aos 70?" (Brianna Hanson)
"Há algum grupo para mulheres de homens que viraram gays aos 70?" (Brianna Hanson)

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