[D52] Meus seriados favoritos


Séries! Um assunto que sempre rende - já rendeu alguns posts aqui no blog e ainda renderá vários outros, minha agenda está cheia delas. Escolher 5 favoritas, porém, foi mais complicado do que o esperado. Eu tenho várias que amo, mas minha lealdade está com os personagens, não com as histórias, então, sempre fica aquele medo de decepção (já houve série que passou de amada a odiada em meia dúzia de episódios). Tive que apostar naquelas em que eu mais confio para não me decepcionar no futuro e me dar vontade de deletar o post, porque deletar coisas vai contra a minha política pessoal.

Enfim... Vamos logo ao que importa, porque ainda tenho muito o que dizer sobre cada uma delas.

Desafio das 52 semanas - Semana 19

Meus seriados favoritos são...


1. Gilmore girls

A série conta a história do cotidiano da mãe solteira Lorelai Victoria Gilmore (Lauren Graham) e sua filha Lorelai "Rory" Leigh Gilmore (Alexis Bledel) que vivem no pequeno povoado fictício de Stars Hollow, em Connecticut, pequena cidade com personagens bem peculiares e localizada cerca de trinta minutos de Hartford. Possui como características os diálogos rápidos com poucas pausas, frequentes referências à cultura popular e política, e comentários sociais. (Fonte)
Nenhuma surpresa aqui, certo? Já mencionei a série no blog várias vezes e quem me segue no Twitter já está acostumado a me ver falando sobre ela.

Gilmore girls é amor para a vida toda. É uma série incrível não por um motivo específico, mas porque são vários elementos que se encaixam para deixá-la única. Tem a relação familiar, a evolução dos personagens, os cenários, as referências culturais, as peculiaridades dos personagens, o texto ágil e inteligente - nem mesmo a mente brilhante de Amy Sherman-Palladino foi capaz de arranjar outra combinação tão boa quanto essa.

Acho incrível o fato de eu conseguir gostar de [quase] todo mundo. A Rory me irrita muito e o Dean poderia nunca ter existido, mas dentre os outros, fica até difícil escolher um favorito. Jess é um dos meus maiores amores da ficção, mas tem a Paris com sua personalidade maluca, o Michel com seu sarcasmo, a Emily com seus monstros escondidos, o Luke sendo o ogro mais adorável do mundo... A própria cidade de Stars Hollow é quase que um personagem por si só.

Assim como a maioria dos fãs, eu mal posso esperar pela estreia dos novos episódios. Estou revendo a série toda, com o coração sendo partido a cada episódio da dolorida sétima temporada, mas com muita expectativa por saber que teremos mais 360 minutos inéditos dessa maravilha.
"I'm afraid that once your heart's involved, it all comes out in moron." Lorelai Gilmore

2. Being Erica

Being Erica conta a história da vida de uma mulher de trinta e dois anos desempregada, azarada, sem namorado e com uma vida construída à volta de inúmeros arrependimentos passados que condicionam a felicidade de Erica Strange no presente. Já sem esperanças quanto ao futuro, Erica conhece num hospital um indivíduo que lhe propõe algo aparentemente impossível de realizar: viajar ao passado, refazer os enganos e problemas e reconstruir a sua vida. Após aceitar a proposta deste indivíduo, de nome Dr. Tom, Erica elabora uma lista com todos os seus arrependimentos passados que acredita que lhe vexaram o presente. Assim, em cada episódio, Erica faz uma viagem ao passado, revive-o e modifica-o, alterando, por conseguinte, a sua vida presente e por extensão, futura. (Fonte)
Ainda sem surpresas, imagino eu. Se Gilmore Girls me apresentou mundo das séries, Being Erica me empurrou para dentro dele de vez. Quando comecei a assistir, eu não imaginava que ia me apaixonar tanto. Eu não gosto de fantasia e tampouco de histórias com protagonista única (porque tenho uma tendência enorme a odiar protagonistas), mas BE é muito mais do que isso. Como diriam as garotas Gilmore, "é uma religião, um estilo de vida". É uma terapia. Eu não posso voltar ao passado para consertar meus erros, mas posso aprender com os da Erica.

Cada episódio, é uma lição. Já vi toda a série duas vezes e pretendo ver novamente ainda este ano. Também já vi vários episódios aleatórios e uma coisa engraçada é que eu sempre escolho o episódio certo na hora certa. Sempre há algo que eu possa aprender, sempre há um trecho - seja das narrações da Erica ou das citações do Dr Tom - que fica marcado.

E os personagens... Todos tão falhos, tão humanos! A série faz questão de humanizar até o "pior" deles, algo que todas as histórias deveriam fazer. Being Erica é dessas pérolas que a gente acha sem querer e gostaria que todos conhecessem.
"But no, Erica, it’s not easy at all. No. You hurt, and you hurt, and you live with it, and you sit in it, and you suffer until it stops. Until time takes it away." Dr Tom

3. You're the worst

A série mostra o que acontece quando duas pessoas tóxicas e autodestrutivas se apaixonam. Apesar de serem como são, elas tentam o impossível: um relacionamento. (Fonte)
You're the worst é uma série que eu comecei com altas expectativas, mas ela ainda conseguiu superar. Com poucos episódios eu já estava completamente envolvida, torcendo pelos personagens, me identificando com eles. Não vou falar muito, porque eu já escrevi um post inteiro sobre a série, mas não canso de dizer o quanto amo essas pessoas horríveis. A terceira temporada estreia em agosto e eu mal posso esperar, porque a segunda foi sensacional, tratando muito bem de um assunto que muitas séries dramáticas não conseguem tratar.
"Becca's like a Monday crossword. Gretchen.. Sunday. Takes all day, but it's rewarding as hell." Jimmy Shive-Overly

4. The big bang theory

Leonard e Sheldon podem lhe dizer tudo o que você quiser saber sobre física quântica. Mas eles não seriam capazes de lhe dizer nada sobre a vida "real", as relações diárias ou humanas... Mas tudo vai mudar com a chegada da bela vizinha Penny, uma garçonete que sonha em ser atriz que movimentará o grupo de amigos, que conta ainda com as presenças de Raj e Howard, um indiano que não consegue falar com mulheres e um judeu tarado. (Fonte)
As três séries anteriores eram escolhas óbvias, mas as duas últimas foram mais difíceis e acabei tendo que deixar de fora outras duas séries que amo muito. Embora tenha tido seus altos e baixos ao longo dos anos, The Big Bang Theory sempre será especial para mim e já estou sofrendo com a grande probabilidade dela terminar no ano que vem.

Muita gente reclama que a série deixou de ser apenas sobre nerds para falar de relacionamentos, mas, para mim, esse é um dos pontos positivos, pois, embora ainda seja uma comédia, os personagens evoluíram. Penny é uma das minhas personagens favoritas de todos os tempos e eu adoro ver como às vezes ela mesma se surpreende com até onde eles já chegaram. O mesmo para o Howard, que comprova minha teoria de que os "babacas" são sempre os que possuem maior potencial.

TBBT pode não ser uma série perfeita, mas me diverte, me emociona e merece estar entre minhas favoritas.
"Just like Schrodinger’s Cat, your potential relationship with Leonard right now can be thought of as both good and bad. It is only by opening the box that you’ll find out which it is." Sheldon Cooper

5. Switched at birth

A história é sobre duas meninas que foram trocadas na maternidade, separando-se de suas famílias biológicas. Anos depois, os pais descobrem o erro do hospital e decidem morar juntos para que todos possam se conhecer. A série envolve drama, comédia e romance. Bay Kennish (Vanessa Marano) é uma artista e luta para ser reconhecida pelos pais de criação; Kathryn (Lea Thompson), uma dona-de-casa que não gosta de ficar mal falada pelos vizinhos esnobes, e John Kennish (D. W. Moffet), um jogador de beisebol aposentado. Seu irmão de criação, Toby (Lucas Grabeel), é músico. Daphne Vasquez (Katie Leclerc) é surda e estuda em um colégio especial, mas consegue se comunicar com as pessoas ouvintes desde que tenha contato visual, para que ela possa fazer leitura labial. Ela mora na vizinhança hispânica da cidade com a mãe de criação, Regina (Constance Marie). (Fonte)
Switched at Birth foi a primeira série que acompanhei desde o início e sempre me despertou muitos sentimentos conflituosos. Ela está entre as minhas favoritas por um simples motivo: Bay Kennish é minha personagem favorita de todos os tempos de todas as séries. É engraçado que eu me interessei pela série justamente por causa da Vanessa Marano, que participou de Gilmore Girls e acabei sendo conquistada por uma personagem muito diferente de April Nardini, mas MUITO parecida comigo. Bay é aquela que eu amei desde o início - quando, como de costume, todo mundo a odiava - e que eu vi crescer esse tempo todo, amadurecendo, mas sem deixar de ser ela mesma. E também é quem me desperta fortes emoções, porque, mesmo quando erra - e ela erra muito - são exatamente os erros que eu teria cometido se estivesse em seu lugar.

Além do meu amor pela personagem, também gosto muito de como SaB trata de temas polêmicos, da inclusão de pessoas com necessidades especiais aos vários tons de cinza que envolvem uma situação de possível violência sexual, eles sempre tomam muito cuidado para fazer as coisas bem feitas, ainda que não agrade a todos.

Fiquei arrasada quando soube que a quinta temporada será a última e que, após vários meses de espera, a estreia foi adiada de abril deste ano para janeiro do ano que vem, porque a temporada anterior foi muito boa e quero muito saber o que prepararam para os últimos dez episódios.
"Just because I always have some snappy comeback, doesn't mean that I don't break easily." Bay Kennish

Como era de se esperar, com exceção do terceiro, cada item desse desafio acabou sendo um mini post. Vocês ainda podem esperar ler mais sobre essas séries aqui, cada uma delas terá o seu espaço no momento certo.

Merecem menção honrosa as duas séries que cogitei para o quarto e quinto lugares: A primeira é Grace and Frankie, sobre a qual comentei na semana passada e que eu amo mais a cada episódio. A segunda... A segunda será assunto para a próxima semana e não é difícil de adivinhar. Apenas aguardem!

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