O guia da viajante fresca: Não pode faltar na mala


Hoje, 25 de maio, comemora-se o Dia da Toalha. Coincidindo com o Dia do Orgulho Nerd, a data foi escolhida pelos fãs do autor Douglas Adams para homenageá-lo. Segundo a Wikipédia, também é dia da costureira, da África, do sapateado, do massagista, das crianças desaparecidas, dos vizinhos e da tireoide - porque o ser humano precisa de data comemorativa até para a primeira vez que foi ao banheiro. Quem me conhece sabe o quanto eu odeio datas comemorativas na vida real, mas algumas acabam sendo legais, porque me dão ideias de posts como este.


No primeiro volume de sua trilogia de cinco (que já são seis), O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams discorre sobre a importância da toalha para um mochileiro, tanto no aspecto prático quanto psicológico.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc, etc. Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Eu não sou mochileira e não pretendo ser num futuro próximo, não importa o quanto digam que eu deveria "experimentar" (não, né? Já combinamos que ninguém é obrigado a nada e eu estou muito bem assim, obrigada). Eu sou a viajante fresca. Apesar da insistência da minha mãe, que tem uma estranha obsessão por toalhas, eu normalmente não preciso levá-las, porque costumo ficar na casa de amigos ou mesmo em hotéis. Há outros itens, porém, que são indispensáveis e vão comigo para toda e qualquer viagem. Quer saber quais são?

Eu nem gosto de bichos, mas achei tão divertidos esses sapinhos que encontrei no Pixabay!

O guia da viajante fresca: O que não pode faltar na mala

1. Carregador de celular

Eu tenho pavor de ficar com o celular descarregado na rua. Normalmente, quando vou ficar muito tempo na rua, eu o deixo no modo offline para não gastar e passo o dia inteiro sem usar, só para garantir que o terei caso precise. Sempre que viajo, levo um carregador normal, de ligar na tomada, e um cabo USB para conectar no notebook (que também levo em 90% das viagens).

Um causo: Nessa minha última viagem a Foz do Iguaçu, houve um dia em que eu e a Annie fomos a três lugares diferentes. No meio do dia, a bateria da minha câmera acabou e eu comecei a fotografar com o celular. O último lugar a que fomos era um restaurante e eu comentei algo sobre a possibilidade de ficar sem celular, economizando ao máximo. Ela viu que havia uma tomada por perto e me ofereceu o celular dela. Aceitei, porque não tive coragem de contar que ainda estava com 40%.

2. Chaves de casa

Em uma das minhas primeiras viagens como pessoa adulta que sabe o que está fazendo, eu fui para o Rio de Janeiro de ônibus com minha mãe, minha vó, meu tio e um primo. Na saída, as duas deixaram as chaves delas e riram por eu estar levando as minhas na bolsa. Não havia motivo pra isso, dado que meu pai e minhas irmãs estariam em casa quando chegássemos. Três dias depois, nós voltamos de carro e acabamos nos atrasando. Quando chegamos em casa, não tinha ninguém. As duas se desesperaram, achando que ficaríamos na rua até alguém aparecer, enquanto eu abria o portão tranquilamente.

Não importa aonde eu vá, minhas chaves sempre estarão comigo. Não em um lugar aleatório na mala, mas na minha bolsa, no mesmo lugar onde elas ficam todos os dias. Minha mãe ainda odeia isso, porque eu sempre digo que vou chegar um pouco mais tarde do que estou prevendo, então apareço com a mala na cozinha quando ela menos espera.


3. Chinelos

Eu não saio de chinelo na rua, mas não sei usar outra coisa quando estou em casa. Deus me livre andar descalça! Tenho até um chinelo específico para viajar, que já fica direto na mala, pois assim eu não tenho que abri-la antes de sair para guardar o que uso em casa.

4. Um livro

Um livro é sempre boa companhia para longas filas ou lanches solitários no aeroporto, principalmente quando você quer poupar a energia do celular. É a melhor forma de não ver o tempo passar em uma conexão de três horas em Guarulhos ou de evitar conversar sobre o tempo com o passageiro ao seu lado quando o avião fica uma hora parado em Confins antes de decolar. De preferência, leve dois, para o caso de perder um (como eu quase fiz em minha última viagem) ou acabar antes do planejado.

5. Roupa de frio

Não importa o quão quente esteja o lugar, eu sempre terei, no mínimo, um casaco. Eu sei que sou friorenta, então, por que arriscar? Além disso, você nunca verá uma mala minha sem calças compridas. Da última vez, a Annie me disse que estava quente ao ponto dela não conseguir usar calça comprida e, mesmo assim, eu levei três (pra usar só uma, mas eu nunca disse que sou boa para otimizar a bagagem). Meu lema é: Se estiver mais quente que o esperado, é só não usar. A franquia de 23kg de bagagem dá pra muita coisa, eu sempre levo roupa de sobra e nunca estourei o limite.


Os posts desse fim de mês estão sendo mais corridos, por motivo de extremo cansaço, então, é muito provável que eu tenha esquecido alguma coisa. Nesse caso, voltarei algum dia com uma segunda versão e, enquanto isso, aceito dicas: O que não pode faltar na sua mala?

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