Um dia em Puerto Iguazu

Puerto Iguazu - Argentina

Há duas semanas, eu contei para vocês sobre os lugares legais que conheci em Foz do Iguaçu. Hoje, vou falar sobre a outra cidade que visitei nas minhas últimas férias: A argentina Puerto Iguazú, hermana menor de Foz. Ao contrário do primeiro post, que foi um dos mais extensos que já escrevi, este será mais curto, porque foi apenas um dia e as fotos são a parte mais importante.

Utilidades

Antes de falar sobre o meu dia, vou deixar algumas informações que podem ser úteis.

  • Acesso: Há uma linha de ônibus que cruza Foz do Iguaçu do Paraguai à Argentina por apenas R$4,00 ou $20 (20 pesos argentinos, não 20 dólares). Esse ônibus passa pelo terminal de ônibus da cidade e leva menos de uma hora para chegar à cidade vizinha. É mais rápido e mais barato que ir da minha casa ao meu trabalho.
  • Horários: O último ônibus de volta para o Brasil sai às 19:30. E os argentinos fazem sesta, o que significa que as lojas fecham na hora do almoço e só reabrem cerca de três ou quatro horas depois, ficando, então, abertas até tarde.
  • Dinheiro: Vários locais aceitam pagamento em pesos, dólares e reais, mas o câmbio utilizado não é o oficial. Prestem atenção nisso, pois os valores que nos apresentavam em reais estavam sempre acima do valor obtido quando convertíamos. Naquele dia, o câmbio oficial era R$1 = $4. Levamos $900, mas também pagamos algumas coisas no cartão de crédito.
  • Documentação: Para cruzar a fronteira, é necessário portar passaporte ou RG com até 10 anos. Eu não sei se eles realmente impedem a entrada de quem tem documento mais antigo, mas preferi não arriscar; meu RG era de 2001 e corri para fazer outro. Em Belo Horizonte, o prazo médio para entrega do documento novo é de 5 dias úteis. Eu fiz exatamente uma semana antes da viagem, então tive que pedir urgência e apresentar prova (a passagem impressa) de que precisava dele antes e não tive dificuldades para conseguir que liberassem com 2 dias úteis.
  • Crianças: Menores de 18 anos só podem entrar no país se acompanhados de ambos os pais.
Rio Iguaçu
Rio Iguaçu - Começando com uma foto mais simples, para deixar as melhores por último.

A cidade

Nós - eu e a Annie - chegamos à cidade por volta das 10 da manhã. Do ônibus, vi placas do Duty Free e alguns cassinos (liberados no país), mas optamos por descer no centro. Nossa primeira parada foi na famosa feirinha, pois eu queria trazer algumas coisas típicas da região. Confesso que fiquei um pouco decepcionada, porque a feirinha é mesmo inha. Eu imaginara que passaríamos horas lá, mas 10 minutos foram suficientes para uma volta completa. Por outro lado, fiquei com vontade de comprar e experimentar todas as variedades de azeitona, doce de leite e alfajor. Não comprei azeitona (porque não é algo que se possa carregar o dia inteiro debaixo do sol) e nem doce de leite (porque eu moro em Minas, doce de leite é a segunda coisa que mais tem aqui), mas adorei encontrar uma caixa com 24 alfajores por R$20. Até fiquei desconfiada por estar muito barato, mas os alfajores são ótimos. Distribuí entre a minha família, um casal de amigos e alguns colegas de trabalho mais próximos, e todos gostaram tanto que me arrependi por não ter trazido mais.

Depois da feirinha, parei em outra loja, onde comprei alguns postais e uma camiseta para a filha da minha amiga. Nessa loja, a vendedora não falava Português, mas conseguimos nos comunicar, graças ao Espanhol da Annie (que nem foi tão requerido quanto eu imaginava).

Em seguida, seguimos pela rua principal, Avenida Victoria Aguire e encontramos a loja da Milka.

Milka - Puerto Iguazú - Argentina

Essa é uma parada que eu recomendo a todos. A loja é um verdadeiro paraíso para quem gosta de chocolate (e há quem não goste?). Comprei uma caixa com bombons de doce de leite para as amigas do Clube do Livro, mais duas barras de chocolate e três alfajores para mim e, mais uma vez, me arrependi por não ter comprado mais.

Nós entramos na loja duas vezes. Primeiro, na ida, para conhecer. Depois, na volta das Cataratas, para comprar. Na primeira vez, a vendedora foi muito simpática e conversou conosco em Português. Na segunda, essa vendedora não estava mais lá e quem nos atendeu foi um rapaz com um cachorro, o que me irritou um pouco e talvez tenha apressado a minha escolha.

Saindo da Milka em nossa primeira passagem pela loja, fomos à procura de um restaurante. Nós tínhamos visto alguns próximos à feira e pensamos que seria fácil encontrar vários outros. Dica: Não é. Vários dos restaurantes que vimos estavam fechados ao meio dia. Felizmente, após voltar alguns quarteirões, encontramos o La Dama Juana.

Prato de comida.
Nosso prato: 600g de contra-filé, acompanhado de arroz cremoso, batatas fritas e salada de alface com tomate.
Gostei bastante do restaurante. Há várias opções de prato, mas optamos por dividir um - tão grande que ficamos com dó por ter que deixar comida para trás. Tomei dois sucos de laranja (porque eu sou viciada em sucos e, com toda a umidade daquela região, eu bebi metade do copo antes mesmo da garçonete me virar as costas) e, com o câmbio do dia em que minha fatura foi fechada, pagamos R$111 (um valor muito bom para um prato que poderia ter alimentado três pessoas).

Cataratas del Iguazú

Cataratas del Iguazu - Garganta del Diablo
Garganta del Diablo
Agora, a atração principal. Depois do almoço, pegamos o ônibus na avenida principal e seguimos para as Cataratas. Pelo que a Annie havia pesquisado, o ticket desse ônibus, que custou $50 cada, valeria para ida e volta, mas acabou sendo apenas de ida e tivemos que pagar novamente na volta. Ele entra no Parque, que é enorme, e deixa os passageiros no Centro de Visitantes. O ingresso para moradores de qualquer país do Mercosul custa $250 e só pode ser pago em pesos argentinos.

A locomoção dentro do parque é feita de trem. São três estações; entramos na inicial, próxima ao Centro de Visitantes e fomos até a última, a Garganta del Diablo. O percurso dura meia hora e não é recomendado para quem não gosta de borboletas, pois há muitas delas. MUITAS. O tempo todo. Eu sempre gostei de borboletas, queria tirar fotos delas, mas acabei me irritando quando começaram a pousar em mim.

Cataratas del Iguazú - Borboletas.
Parecem folhas caindo, mas são borboletas.
A trilha Garganta del Diablo tem 2200 metros e leva à principal queda das cataratas argentinas. O percurso é feito em uma ponte de metal que despertou meu medo de altura, mas sobrevivi. A volta passa pelo mesmo caminho.

Não ficamos lá por muito tempo, pois queríamos fazer também as outras trilhas. Pegamos o trenzinho de volta e descemos na estação do meio (cujo nome eu acho que é Cataratas, mas não tenho certeza). De lá, saem duas trilhas principais, o Circuito Superior e o Circuito Inferior.

Cataratas del Iguazú - Circuito Inferior
Circuito Inferior
Pelo que vimos nos mapas, o final do Circuito Inferior parece ser o melhor, mas o caminho do Superior é mais bonito. Começamos pelo Inferior e planejávamos fazer o Superior em seguida, mas, quando voltamos, já havia passado do horário limite (17h) e eu já não tinha forças para mais uma caminhada. Talvez por isso eu não tenha achado a parte argentina das cataratas tão mais bonita que a parte brasileira, como várias pessoas me disseram que era. Se é bonito? Claro que é. É incrível e estão aí as fotos para provar. Mas, se eu tivesse que escolher um passeio para recomendar, seria o brasileiro.

Outra coisa que me incomodou foi a sinalização ruim. Pareceu-me muito fácil se perder ali (principalmente porque meu celular ficou sem sinal o tempo todo).

Cataratas del Iguazú - Queda final do Circuito Inferior
Queda final do Circuito Inferior
Além dessas trilhas, há opções para pessoas mais corajosas que eu e também um hotel dentro do Parque. No site Iguazú Argentina há mais informações.

Mais...

Após Parque, o plano era visitar o Icebar Iguazú, um bar de gelo que eu queria MUITO conhecer. Infelizmente, se tivéssemos parado, perderíamos o último ônibus para o Brasil. O bar e o Circuito Superior serão prioridades máximas caso eu volte à cidade algum dia. Também tenho curiosidade de conhecer um cassino.

De todos os dias da viagem, esse foi o mais cansativo. Voltei com a sensação de que teria aproveitado muito mais se tivesse passado a noite na cidade e é isso o que eu recomendo a quem quiser ir: Um dia para a cidade e outro só para o Parque, com tempo para explorar todas as opções.

De qualquer forma, foi um passeio que eu amei fazer e que fechou muito bem a semana mais importante das minhas férias. E, agora que já terminei de escrever tudo o que gostaria, é hora de pensar nas próximas.

Cataratas del Iguazú - Garganta del Diablo
Garganta del Diablo

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