[D52] Minhas piores compras foram...

Desafio das 52 semanas - Minhas piores compras foram...


Eu adoro comprar. Trabalho muito para ganhar meu próprio dinheiro e poder gastar da forma que bem entender. Claro que não sou uma Becky Bloom, ou já estaria afundada em dívidas, mas não tenho dó de me cuidar e de me presentear de vez em quando. Obviamente, já fiz muita compra ruim, daquelas que a gente se arrepende um segundo depois de passado o prazo para troca. Não gosto nem de lembrar - mas lembrarei, pelo bem do blog.


Desafio das 52 Semanas - Semana 35

Minhas piores compras foram...


1. Sandália que machuca

Todo mundo deve ter ao menos uma história de sapato machucando. Eu tenho várias, mas esta me marcou. Em Janeiro de 2014, eu ia ser dama de honra no casamento da Annie e queria uma sandália confortável. Eu precisava de uma sandália confortável. A cerimônia foi num gramado e, com meu histórico, se arriscasse qualquer coisa muito alta ou com salto fino, seria um desastre certo. -principalmente porque todo casamento tem aquele grupo sem noção que se acha no direito de fotografar/filmar tudo.

Alguns dias antes de viajar, chamei minha irmã e fui ao shopping. Encontrei uma sandália bonita, discreta, com um salto grosso-sem-ser-grosseiro, perfeita. O preço era bom, a marca é uma das melhores (sério, nunca tive problemas com essa marca), experimentei, andei pela loja inteira, comprei. Às vésperas do casamento, usei-a no chá de lingerie e senti o atrito incomodando, então acabei optando por outra no dia D.

Voltando de viagem, eu saí da empresa onde trabalhava, fiz uma cirurgia e passei alguns meses procurando emprego. Na minha primeira entrevista, usei a sandália. Discreta e confortável, lembram? Pois é. Andei menos de cinco minutos até o ponto de ônibus e bolhas já começavam a se formar. Quando cheguei ao local da entrevista, já tinha colocado band-aid e estava torcendo para ninguém reparar. Na saída, tirei e comprei uma sapatilha. Nos meus pés, bolhas e bolhas dentro das bolhas.

Tentei mais uma vez, no primeiro dia de trabalho na minha empresa atual, há pouco mais de dois anos. Dessa vez, porém, coloquei protetores nos dedos. Não resolveu. Com muito custo, cheguei inteira em casa, mas a sandália nunca mais saiu.

2. Notebook i3

Essa foi em 2012, quando meu primeiro notebook, um Dell Inspiron Core 2 Duo, dava sinais de que estava entrando na quinta idade. Pesquisei, pesquisei e acabei comprando outro Inspiron, só que, dessa vez, com processador i3. Os processadores melhores custavam cerca de R$200 a mais, mas eu não podia dispor desse acréscimo na época e também achava que não precisava, então, comprei aquele mesmo. Inclusive, convém dizer que ele (que, na verdade, era ela e se chamava Katie) era lindo. Pequeno e com um vermelho acetinado, dava gosto de olhar. Em menos de uma semana, eu me arrependi.

Já usei vários notebooks diferentes, principalmente no trabalho e nenhum deles era tão ruim. Hoje mesmo eu uso um Core 2 Duo no trabalho e, embora esteja bem velho e começando a dar problemas, ainda é mais rápido que aquele. Pessoas queridas, repitam comigo: Jamais comprarei um i3. Jamais comprarei um i3. Jamais comprarei um i3.

3. Batom nude

Já contei para vocês sobre a minha trajetória com a maquiagem. Em algum ponto dessa história, eu olhei para minha coleção de batons coloridos e decidi que faltava um nude, então saí à caça e comprei alguns que pareciam bonitos. E eu não gosto daqueles lojas com vendedores em cima de mim feito urubu, então compro em loja grande, daquelas que a gente faz tudo sozinho, ou seja, comprei os batons sem experimentar. Acontece que eu sempre usei muito batom escuro. Da adolescente gótica suave à balzaquiana diva de bocão vermelho, do roxo rebelde aos malvas donos do meu coração, sempre cor forte. Eu sou branca de cabelo escuro e olhos castanhos, estou acostumada com contraste. Minha sensação ao experimentar aqueles nudes que pareciam maravilhosos pode ser resumida em uma imagem:

Batom Nude - Expectativa x Realidade - Lana Parrila e Gasparzinho

Muita frustração. Nem forçando um pouco nos olhos fez com que eu me sentisse mais viva. Felizmente, após algumas tentativas, encontrei o Nem te Conto, da Maybelline, cujo fundo rosa combinou com o subtom rosado da minha pele e nos damos muito bem desde então.

4. Um livro

Não qualquer livro, apenas um dos piores da minha vida. É de uma autora nacional e fez muito sucesso nos blogs por volta de 2010/2011. Comprei em uma promoção, achando que era um ótimo negócio, mas odiei do início ao fim. É a história de uma mulher que foi abandonada pelo marido cafajeste e a protagonista é a rainha de todas as protagonistas insuportáveis. Reviro os olhos quando me lembro de como ela elogiava a si própria, ao mesmo tempo em que se fazia de coitadinha pelas canalhices do marido.

Não vou dizer o nome do livro para não expor a autora, porque olhei no Skoob e lembrei que ela foi muito educada ao responder à minha resenha. Se alguém quiser saber, pode procurar entre os mal avaliados da minha estante.

5. Celular Nokia 2650

Esse foi o primeiro celular que eu mesma comprei, já que o anterior - o primeiro - fora presente dos meus pais. Era 2008 e a moda eram os celulares com flip. Eu não tinha dinheiro para um Motorola V3, mas adorei quando a Nokia lançou sua versão, o 2650 (também conhecido como "uma dobra" devido ao comercial que, na época, parecia ótimo). Aquela foi uma das poucas épocas da minha vida em que eu gostei de falar ao telefone, então usava muito. No fim do ano, a Tim lançou uma promoção com algumas centenas de minutos diários por alguns poucos reais e eu tinha dois amigos com quem falava por horas. Até que o celular estragou, eu não conseguia mais ouvi-los e, por não ter vendido muito, nenhuma autorizada por aqui dava manutenção nele. Comprei outro no ano seguinte, um modelo igual ao de outro amigo. Desde então, só compro celular que muita gente já tem.

Eu não esperava que esse post fosse render tanto, mas até que me diverti com as histórias. Agora conte as suas aí nos comentários, quais foram as suas piores compras?

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