Fique onde está e então corra - John Boyne


Eu gosto muito de livros históricos, tanto aqueles que são baseados na vida de personagens reais quanto os que são puramente fictícios. É algo que eu leio menos do que gostaria e, talvez, não devesse ler realmente ler com mais frequência, pois sempre me surpreendo e me encanto com as histórias.

Nunca havia lido nada de John Boyne, até que a Nanda me deu de aniversário este que eu nem me lembrava de ter colocado em minha lista de desejados no Skoob. Ainda bem que eu coloquei; ainda bem que ela o escolheu. Fique onde está e então corra é um dos melhores livros que li este ano.

O autor é conhecido por retratar guerras sob o ponto de vista infantil, como no famoso O menino do pijama listrado. Aqui não é diferente. As 224 páginas seguem o menino Alfie e, embora a narração ocorra em terceira pessoa, eu fui levada para dentro da mente de um garoto de nove anos, que precisou crescer rápido demais para ajudar a mãe quando seu pai foi para a guerra, mas que não perdeu a inocência de acreditar nos milagres que os adultos já descartaram.

Talvez por ter essa visão diferente das que estamos acostumados, o livro tem um ritmo um tanto peculiar, em que acontecimentos importantes passam rapidamente enquanto os de menor importância recebem destaque, o que me deixou triste pelo livro ser tão curto. A maior parte da história fala da vida de Alfie na ausência do pai e a leitura é tão fluida que eu nem percebi o quão rápido virava as páginas. Quando, enfim, chega a parte importante, eu queria mais, muito mais. Queria mais desenvolvimento, mais conflitos, mais páginas, mas, de repente, o último capítulo estava lá, me contando sobre as vidas daquelas pessoas anos após o fim da guerra. Só por isso, o livro não se tornou um "5 estrelas favorito".

Porém, o livro fez com que eu me apaixonasse completamente pela escrita do autor, com sua delicadeza para mostrar como grandes acontecimentos mundiais afetam a vida de alguém que nem mesmo entende o porquê de tudo aquilo. Apesar de, como já disse, gostar de todos os tipos de livros históricos, os meus favoritos são esses, que falam de pessoas comuns, em situações comuns, com quem eu possa me identificar. No caso de Alfie, eu torci tanto para sua empreitada dar certo que, ao terminar, abri a calculadora para ver se ele teria idade para ser convocado para a Segunda Guerra. (Infelizmente, sim. Espero que, onde ele vive, na cabeça do autor, não tenha sido.) Era como se eu estivesse lá, como se eu fosse uma vizinha da família acompanhando tudo, sofrendo e vibrando com eles.

Certamente, uma leitura mais do que recomendada.


Em meio às tragédias da Primeira Guerra Mundial, o amor é a única arma de um garoto para curar seu pai.

Alfie Summerfield nunca se esqueceu de seu aniversário de cinco anos. Quase nenhum amigo dele pôde ir à festa, e os adultos pareciam preocupados — enquanto alguns tentavam se convencer de que tudo estaria resolvido antes do Natal, sua avó não parava de repetir que eles estavam perdidos, estavam todos perdidos. Alfie ainda não entendia direito o que estava acontecendo, mas a Primeira Guerra Mundial tinha acabado de começar.

Seu pai logo se alistou para o combate, e depois de quatro longos anos Alfie já não recebia mais notícias de seu paradeiro. Até que um dia o garoto descobre uma pista indicando que talvez o pai estivesse mais perto do que ele imaginava. Determinado, Alfie mobilizará todas suas forças para trazê-lo de volta para casa. (Fonte)

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