Em 2016 - A retrospectiva


Eu adoro retrospectivas. Quando era mais nova, assistia todas as que passavam na TV, até que descobri a Grande Teia Mundial e não preciso mais de um horário marcado em um canal qualquer, tudo está disponível o tempo todo. Posso ler quantas listas de Melhores do Ano quiser e posso, também, construir as minhas a qualquer momento - mesmo depois do ano em questão acabar, já que sempre pode acontecer algo relevante nos últimos instantes de dezembro. Por isso, eu não poderia deixar de escrever minha própria retrospectiva, com tudo o que gostaria de compartilhar.

Em 2016 - A Retrospectiva


Uma foto publicada por Cíntia Mara (@cintiamcr) em

Se 2015 fora o ano da vulnerabilidade, 2016 foi o da autoestima. Descobri que aceitação é diferente de estagnação e aprendi que amar a si próprio é uma evolução contínua. Também descobri que sou uma só e não consigo fazer mil coisas ao mesmo tempo, que uma hora o corpo se cansa e mal consegue se levantar do sofá depois de um dia cansativo no trabalho. Descobri que planos falham, que preciso aprender a lidar com isso e que não há nada de errado em fazer novos planos. Percebi que, com um pouco de boa vontade, é possível amar um novo corte de cabelo que pareceu horrendo à primeira vista.

Tirei muitas fotos - meu Instagram nunca foi tão movimentado! Fotos de coisas, fotos de lugares e fotos minhas, porque tudo bem postar selfie para mostrar os brincos ou o batom, julgadores julgarão e odiadores odiarão de qualquer forma.

Ganhei pessoas, perdi pessoas, mantive pessoas. Foram vários bons momentos que quero mantes, alguns ruins que quero esquecer, e a vida segue.

No blog

Foram 165 posts, não tão bem distribuídos quanto eu gostaria, já que meu fôlego ficou em outubro. Felizmente, havia o Desafio das 52 Semanas para marcar presença! Como sempre, tem alguns posts que eu passei a odiar no momento em que foram publicados, mas também teve muita coisa que eu gostei. Segundo as estatísticas, a preferência dos leitores parece estar nos textos com toques mais pessoais. Sendo quem escreve, eu sei que sempre há algo de pessoal e os melhores são aqueles aos quais me dediquei mais para conseguir um bom resultado.

Se você já leu, pode relembrar ou aproveitar para deixar sua opinião com um comentário; se não, sempre é tempo. Conheçam alguns dos meus favoritos (em ordem cronológica):

Visitei

Não viajei para lugares novos no ano, mas conheci vários pontos turísticos de Foz do Iguaçu, cidade que eu já havia visitado em 2014 - conto tudo sobre a cidade no post que já citei acima. A novidade, como já contei em um post do D52, ficou por conta de Puerto Iguazu, cidade argentina que mereceu um post só para ela. Porém, meu lugar favorito da região continua sendo a usina de Itaipu, com todas aquelas atrações que despertam tanto meu eu que adora tirar fotos de paisagens bonitas quanto o lado nerd que queria fazer faculdade de Física.

Uma foto publicada por Cíntia Mara (@cintiamcr) em

De volta ao Sudeste, tirei outros 10 dias de férias em Outubro, que aproveitei fazer alguns trabalhos da pós. Mas também reservei um dia para passear pela minha cidade, participando do Let's go Photo 2016. Em Belo Horizonte, meu lugar favorito continua sendo a Praça da Liberdade, que eu tenho sorte de poder visitar sempre que quiser, pois fica próxima ao meu trabalho.

Ainda tenho várias fotos não publicadas de todos esses lugares, talvez vocês ainda vejam algumas delas.

Li


32. Um número que, embora ainda esteja abaixo do que eu gostaria, faz vergonha aos dos anos anteriores. Entre os títulos estão alguns iniciados há mais tempo do que eu quero admitir, alguns contos de poucas páginas, alguns longos romances. Entre as decepções, estão dois que abandonei - Piedade e Aconteceu em Paris - seguidos por A máquina de contar histórias, Diário de uma paixão, Perdida e Fangirl.

O melhor do ano foi Como se apaixonar, com Cecelia Ahern se tornando cada vez mais favorita. Logo em seguida, estão Amigas para sempre, que me levou às lágrimas, assim como o terceiro, Fique onde está e então corra. Completando o Top 10, tem Cecelia novamente com A Lista, Rainbow Rowell com o fofíssimo Anexos, Sandra Byrd com Pièce de résistance, Sophia Kinsella com A lua de mel, Philippa Gregory com A irmã de Ana Bolena, o Felipe Fagundes - sim, esse Felipe - com Não sei lidar com gênios e mais Cecelia com O ano em que eu te conheci, que fechou muito bem meu 2016 de volta às leituras.



Ouvi

Segundo o resumo do Spotify, as músicas que mais ouvi no ano foram em Espanhol. Faz sentido, eu ouvi minha playlist do idioma quase todos os dias. Não tem uma grande variedade, mas estou trabalhando nisso e pretendo me envolver cada vez mais com o idioma em 2017.

Depois do Espanhol, também teve muita mpb. Foi o ano em que eu fui a shows da Clarice Falcão, Sandy e Luiza Possi, três das minhas cantoras brasileiras favoritas (e tem playlist de todas no blog, basta clicar nos links). Atualmente, Luiza é minha favorita, não me canso de ouvir.

Mudando novamente de idioma, teve muita Laura Pausini, minha favorita italiana (que, mais uma vez, eu não pude ver ao vivo quando esteve no Brasil), a favorita inglesa Jessie J e uma nova favorita Tori Kelly.

A melhor descoberta do ano, porém, não tem nada a ver com nenhuma delas e se chama Elis Regina cantando Michael Jackson. Eu não fazia ideia que isso existia, ela morreu quatro anos antes de eu nascer, e é maravilhoso demais para não compartilhar. Um sólido segundo lugar fica com Lady Gaga e seu Joanne. Confesso que eu tinha preconceito com a moça, mas esse álbum me conquistou.


Assisti - Parte 1: Filmes



Todo início de ano, eu prometo a mim mesma que assistirei a 52 filmes. Todo ano, eu falho na primeira semana. Filmes não são my thing; eu gosto, porque amo ficção em qualquer forma, mas tenho preguiça. Assim, 20 filmes em um ano é uma marca considerável para mim, quase um a cada duas semanas. E o melhor é que eu gostei bastante da maioria. As exceções foram Aloha, Austeland, The switch e No string attached. Também me decepcionei com Love Actually, que assisti pela primeira vez e esperava muito mais.

Do outro lado, meus favoritos do ano:
  • Begin again;
  • Miss you already;
  • Pitch perfect;
  • Thelma & Louise;
  • Walk of shame.

Assisti - Parte 2: Séries



Segundo o Banco de Séries, eu assisti a 479 episódios no ano. Mas esse número não é certo, porque, com exceção de Gilmore Girls, eu não contei as séries que revi (e sempre estou revendo minhas comédias favoritas), então eu chutaria uns 600. É muita coisa e, não, eu não sei de onde tirei tempo (provavelmente, do tempo de dormir). Foram 36 séries, as da imagem, sendo que abandonei algumas (as que estão em cinza) e outras foram canceladas. Mas a maioria ainda me deixa empolgada semana após semana, principalmente as comédias, que ocupam a maior parte da minha grade. A última Fall Season foi particularmente boa nessa área, embora um drama é que tenha roubado a cena.

This is Us chegou com tudo, superou expectativas que já estavam altas e me arrancou lágrimas em quase todos os episódios. Em apenas nove episódios, eu já amo cada um daqueles personagens e quero protegê-los. You're the worst continua sendo aquela comédia que me despedaça o coração. Life in Pieces se firmou como melhor comédia familiar, embora Speechless suba cada vez mais no meu conceito. The big bang theory, para desespero dos haters, está ótima, depois de um início de temporada que deixou a desejar. The Good Place me fez amar a protagonista Pessoa Horrível desde a sinopse. Younger, Grace & Frankie, Castle - são muitas para entrar em detalhes.

E, para fechar o Top 10, só há uma opção possível. O ano foi delas. Independente de para qual time você torce, de ter ou não gostado do rumo que suas histórias tomaram, o ano foi de Amy Sherman-Palladino, Kelly Bishop, Lauren Grahan e Alexis Bledel - nossas Gilmore Girls. Minha série favorita voltou e me deu não apenas 4 episódios (enormes), mas vários meses de expectativa, notícias, fotos. Despertou meu lado mais fangirl e, mesmo com falhas que não posso ignorar (hashtag Jess deserves better) me trouxe muitos sorrisos no rosto e me deixou com o coração quentinho. Valeu a pena. Obrigada Netflix.

Uma música para vocês sorrirem também.


Em 2017 - O que vem por aí

Vem um hiato. Ainda preciso me organizar, colocar meus planos no papel, decidir o que fazer com várias áreas. Não gosto de fazer isso em Dezembro, prefiro Janeiro, que alivia um pouco a pressão das tais resoluções de ano novo. Assim, o blog ficará pausado por algum tempo, para que eu reavalie o lugar dele na minha vida e o tempo que devo disponibilizar. Não quero cair novamente no erro de querer fazer demais e não dar conta. Não sei quando volto, mas espero que seja em breve.

Um ótimo ano para todos nós!

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