Coisas legais que eu experimentei em 2017


Ele chegou. Ele, a quem nós amamos e odiamos ao mesmo tempo, o fim do ano. Eu, pelo menos, amo e odeio. Gosto dessa ideia de divisão do tempo, como diz aquele poema que não é de Drummond, do momento de parar e lembrar de tudo o que aconteceu. Porém, parece inevitável aquele sentimento de que o ano passou muito rápido e não conseguimos chegar aonde gostaríamos. Talvez seja por isso que eu gosto tanto de retrospectivas, elas me ajudam a ver que não foram doze meses desperdiçados, muita coisa aconteceu, sim. Foi diferente do que eu imaginava? Foi. E continuo não sendo boa em lidar com mudanças e frustrações, mas não tenho outra opção, então o jeito é só celebrar as surpresas boas.


Em 2017, não tive tantas surpresas no sentido estrito, mas algumas boas decisões inesperadas. Selecionei dez delas para compartilhar, inspirada pela lista "10 coisas muito legais para você experimentar no mês X" que o site Buzzfeed faz no início de cada mês e que sempre gostei muito de ler.

10 coisas legais que eu experimentei em 2017

Fazer Pilates

Eu já queria fazer Pilates havia bastante tempo, então fiquei feliz quando consegui começar. O início foi difícil, pois eu não praticava nenhum exercício físico desde que parei com a musculação em 2009. Foi melhorando aos poucos e, mesmo que eu ainda tenha preguiça de começar, não penso em parar jamais.

O interessante do Pilates é que ele trabalha vários aspectos do nosso corpo - força, flexibilidade, equilíbrio, concentração, respiração - então, os exercícios são mais difíceis do que parece, mas é bom ter essa consciência de como o corpo funciona e sentir algumas mudanças. Depois de 10 meses, tanto minha postura quanto meu equilíbrio melhoraram bastante, sem contar meus joelhos que doem menos. No meio do ano, tive uma lombalgia e fiquei péssima por alguns dias, até que uma única aula de alongamento resolveu o problema.

Sem dúvidas, esta está na minha lista de melhores decisões que já tomei na vida.
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Viajar para fora do Brasil

Se eu tivesse que dizer um único fato marcante de 2017, não pensaria duas vezes antes de escolher a viagem para Santiago. Mesmo que nem tudo tenha sido perfeito, aquela semana fora me marcou de muitas formas.

Além da viagem em si, que foi a mais longa que já fiz até hoje (e apesar da turbulência da volta ainda me dar pesadelos), foi uma coleção de experiências. Adorei poder falar em outros idiomas, tanto o Espanhol quanto o Inglês, e praticar o que venho estudando há tanto tempo. Pude conhecer o Oceano Pacífico, algo realmente importante para alguém que ama o mar. Coloquei um pé para fora da minha zona de conforto e comi em um restaurante peruano, que tem um tempero maravilhoso e acabou sendo uma das minhas refeições favoritas. Por fim, a cidade é linda, os chilenos são pessoas ótimas, eu vivi um outono de verdade pela primeira vez na vida... Auero poder voltar algum dia e conhecer tudo o que ficou faltando.

Leia mais em Santiago para Leigos - Parte 1 | Parte 2 | Parte 3

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Cronograma capilar

Sempre tive uma relação conturbada com meus cabelos, porque não gosto do cacheado natural dele, mas também não gosto do liso-progressiva. Já tem algum tempo que estou tentando encontrar uma química que me deixe no meio termo sem estragar os meus fios e estou no momento estou testando a progressiva sem formol, que parece promissora (só saberei daqui a alguns meses, quando remover tudo o que ainda estiver com a química antiga).

No meio das mudanças, meus fios ficaram mais finos, então tive que intensificar os tratamentos também. Depois de pesquisar bastante sobre a moda de hidratação-nutrição-reconstrução, criei minha própria versão do cronograma capilar, adequada à minha agenda e me arrependo por não ter feito isso antes. A combinação de máscaras hidratantes com óleos e queratina me deixou com o melhor cabelo que já tive na vida.

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Participar de uma corrida de obstáculos infláveis

Esse foi o evento mais surpreendente do ano: a Insane Inflatable 5k 2017, uma corrida de 5 quilômetros com obstáculos infláveis gigantes. Contei tudo sobre a corrida aqui. Foi uma experiência muito legal e que eu pretendo repetir no próximo ano.

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Assistir a um musical

Apesar de amar ficção em todas as suas formas, eu raramente vou ao teatro. Gostaria de ir, mas sempre há algum impedimento. Em especial, sempre quis assistir a um musical, qualquer que fosse ele. Não me lembro bem o que eu estava fazendo quando o Facebook me mostrou a apresentação de A Bela e a Fera, mas não pensei duas vezes quando vi que poderia ir.

O mundo ama A Bela e a Fera. Eu não estou no grupo dos obcecados, mas, como todos estão cansados de saber, eu amo pessoas horríveis e histórias sobre elas. O musical foi um pouco diferente do que eu esperava, com um tom bem cômico, mas ainda muito bonito e muito bem produzido. Torço para que produções com esta se tornem cada vez mais populares por aqui e espero poder assistir outras em breve.

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Assistir a um evento TedX

Outro momento incrível. Eu sou fã da TED desde que conheci, sonho em poder participar da conferência principal (tão caro...), mas enquanto isso não acontece, foi muito legal assistir a um evento tão perto de casa. Já decidi que quero ir a todos os que acontecerem por aqui.

Contei tudo sobre a TedX Nova Lima nesse post.

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Assistir a um show de tango

Outro espetáculo incrível, que tive a oportunidade de assistir em Buenos Aires nas últimas férias. Lindo, lindo, lindo é tudo o que eu consigo dizer.

Contei mais sobre o tango e sobre a viagem aqui.

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Ficar vulnerável

Dois anos depois de descobrir a mágica da vulnerabilidade, este ainda é um tema complicado para mim, então acho que nunca vai deixar de ser digno de nota.

Meus instintos continuam os mesmos de dois anos atrás: Evitar ao máximo a vulnerabilidade emocional. O que mudou é que agora eu estou consciente deles e posso tomar decisões melhores, assumindo o risco de me decepcionar. Algumas coisas aconteceram recentemente - em especial, tive uma semana péssima em novembro, quando todas elas culminaram na pior TPM da [minha] história - e que me levaram para aquele lugar emocional em que eu só quero fugir do mundo, mas não fugi e as coisas melhoraram. Inclusive, ao mesmo tempo em que me decepcionei com pessoas com quem me importo, acabei conhecendo outras pessoas ótimas que estou grata por ter na minha vida.

Vulnerabilidade é como exercício físico. Quero evitar, encontrar uma desculpa qualquer, porque é difícil e dói, mas faz bem no final.

Conhecer Porto Seguro

2017 foi um dos anos em que eu mais viajei. A viagem mais recente foi também uma das mais loucas, que tinha tudo para dar errado, mas deu certo e eu passei quatro dias com meu pai em Porto Seguro.

Porto Seguro era um lugar que eu sempre quis conhecer, um lugar que mineiro que se preze deve conhecer, mas eu não havia tido a oportunidade e estou feliz por não ter desistido (como quis fazer sempre que alguma coisa dava errado).

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Cuidar da saúde

Se alguém perguntar à minha mãe como ainda estou viva, ela dirá que não sabe. Eu odeio ir ao médico. Faz parte de toda essa coisa da vulnerabilidade, sabe? Se tiver alguma coisa me matando, eu prefiro não saber e morrer feliz. E a insistência insuportável das pessoas em me convencer do contrário só piora a situação.

Não sei bem como isso mudou, mas um dia, eu simplesmente peguei o telefone e marquei consultas que estava adiando há alguns (vários) anos. Não vou entrar em detalhes, porque saúde não é algo para se discutir em blog, abrindo espaço para todo tipo de opinião intrometida, mas, bom, não morri. Está tudo bem. Um dia, tomarei coragem de marcar outras consultas que estou adiando há alguns (vários) anos.

No final, ainda troquei os óculos e agora me pareço mais com uma pessoa de 31 anos do que uma criança ou uma tia, então valeu a pena.

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Essas foram algumas das coisas que marcaram meu ano. No próximo post, vou fazer outro tipo de retrospectiva, a de Melhores do Ano, que é algo que eu adoro. Enquanto isso, os comentários estão aí abertos, me conte o que você experimentou em 2017 e gostaria de recomendar. Quem sabe eu não coloco na minha lista para 2018?

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