3 séries que deveriam ser mais conhecidas


Quando eu era mais nova, não costumava assistir muitas séries. Apenas ouvia falar das mais famosas, mas não me interessava pela maioria (ainda não me interesso). A única que eu realmente gostava e, na época, fiz questão de ver até o fim foi Gilmore Girls. Parece uma eternidade desde essa época, mas só se passaram seis anos. Depois de Gilmore Girls, conheci Switched at Birth, por causa da Vanessa Marano; na mesma época, vi uma cena de The Big Bang Theory na Internet e gostei; comprei um DVD de Grey's Anatomy que estava barato nas Lojas Americanas. O resto, é história. Segundo o Banco de Séries, eu já assisti 4239 episódios de 119 séries diferentes, totalizando 98 dias e 21 horas da minha vida, ou 4,5% do meu tempo nesses últimos 6 anos (média de 64 minutos por dia).
Parece muito, não é mesmo? Ainda assim, as séries que eu gostaria de assistir (a minha geladeira) neste momento totalizam 9157 horas, em 15407 episódios de 243 séries.

É muita série. Por isso não me surpreendo quando alguém diz que nunca ouviu falar de algo que eu assisti e gostei, principalmente quem está começando agora. Ainda assim, às vezes eu vejo algumas séries tão legais que me pergunto por que não há mais gente falando sobre elas (ou, em alguns casos, por que foram canceladas tão cedo).

Pois aqui estou para apresentar a vocês três dessas séries. São todas relativamente curtas, fáceis de maratonar e valem cada segundo.

3 séries que deveriam ser mais conhecidas


1. Happy Endings



Vou começar de leve, com uma comédia. Desde que Friends terminou, há 14 anos, a indústria televisiva norte-americana procura uma nova série de grupo de amigos que vá fazer tanto sucesso. How I met your mother foi a "tentativa" mais bem sucedida, mas mesmo tendo várias características que a destacam, até ela continua sendo comparada ao outro grupo de amigos. Minhas queridinhas The big bang theory e You're the worst também podem se encaixar nessa categoria, assim como a divertida Friends with better lives, que não durou nem uma temporada, é a muito chata Friends from college, renovada para a segunda temporada pela Netflix (algo que não compreendo).

Happy Endings é a prima ignorada de todas elas. Como é típico dessas comédias, ela foca em seis amigos simplesmente vivendo suas vidas em uma cidade grande (no caso, Chicago). Mesmo não sendo tão engraçada quanto Friends e não tendo uma estrutura narrativa tão interessante quanto HIMYM, a série foi indicada a vários prêmios e poderia ter sido um grande sucesso se não fossem por algumas más decisões tomadas pelos executivos da emissora do alfabeto (nenhuma surpresa, certo?).

Jane é a control freak que todo grupo precisa. Brad é o marido que gosta de ser engraçado e tem um forte lado feminino. Alex é a irmã mais nova que trabalha com moda e toma péssimas decisões, como largar o noivo Dave no altar. Ou namorar Dave, o cara bonzinho e chato que se apega a coisas sem importância e se acha mais legal do que realmente é. Max é o cara bagunceiro e baladeiro que não cresceu e possui hábitos nada saudáveis, uma caricatura do famigerado homem-branco-cis-hetero babaca, não fosse ele gay. E Penny é a cola social do grupo, aquela cheia de peculiaridades que poderiam ser irritantes, mas que a gente não consegue não amar. A dinâmica entre todos eles funciona super bem, especialmente o relacionamento de Jane e Brad e a amizade entre Max e Penny.

É mais uma daquelas séries para ver uma vez do início ao fim e depois manter os episódios no HD externo pra rever aleatoriamente quando quiser algo pra passar o tempo.

2. Being Erica



Da comédia para a dramédia, meu gênero favorito. Being Erica é minha série conforto. Foi uma das primeiras que assisti (e propositadamente não a citei na introdução) e que se tornou uma das minhas favoritas da vida.

Ela foca em Erica Strange, que aos 32 anos não está nem perto de onde ela planejou que estaria nessa idade. Ela é linda e inteligente, mas tomou várias decisões das quais se arrepende e acha que poderia estar melhor se tivesse feito escolhas melhores. Em um dia especialmente ruim, ela conhece Dr Tom, um terapeuta não convencional que lhe dá a chance de mudar seu passado.

Eu não era particularmente fã de viagens no tempo e universos alternativos antes dessa série, mas agora me interesso por tudo o que tem essa temática. Mas o mais legal da série é que acompanhar a Erica nas sessões com o Dr Tom é quase como fazer uma terapia também (inclusive, foi com ela que eu comecei a pensar no assunto, embora o mérito por eu ter finalmente tomado uma atitude seja de outra série e outro personagem).

Não importa o momento pelo qual eu estou passando, a Erica já passou por algo similar e existe um episódio sobre isso para me ajudar a tomar decisões melhores. São só 49 episódios, menos de 37 horas, mas parece muito mais, a Erica é quase como se fosse uma amiga que eu gosto tanto e estou sempre apresentando para todo mundo.

3. The Astronaut Wives Club



Para terminar, um drama. Há algumas semanas, eu comentei um pouco sobre o filme Hidden Figures (Estrelas Além do Tempo) e como ele fez com que eu me sentisse. Para quem já assistiu ou leu o livro, The Astronaut Wives Club se passa na mesma época, durante a Guerra Fria, quando os Estados Unidos faziam de tudo para alcançar a Rússia, que saiu à frente na corrida espacial ao enviar o seu primeiro cosmonauta ao espaço em 1957. Em apenas dez episódios, a série - que foi baseada em um livro de mesmo nome - mostra o ponto de vista das sete esposas do Programa Mercury.

Entre elas estão Louise Shepard, cujo marido Alan foi o americano enviado, Annie Glenn, esposa de John Glenn, o primeiro a orbitar a Terra, e Betty Grissom, esposa do astronauta Virgil Grissom que morreu durante um treinamento em 1967.

Vivendo em um contexto em que suas próprias aspirações não tinham tanta importância, essas mulheres mostram personalidade para apoiar a missão de seus maridos sem que elas próprias se perdessem. No fim, forma-se uma bela irmandade.

A série é dramática, mas é um drama que foca nas pessoas, não nos grandes acontecimentos. Esse é meu estilo de drama, é o tipo de história que me faz chorar, o que TAWC conseguiu várias vezes. Tenho planos de ler o livro e, depois, rever a série, com maior conhecimento da História. Para mim, o único problema é que sejam tão poucos episódios cobrindo um período tão extenso (cerca de 10 anos entre o lançamento do Programa Mercury e a chegada do homem à Lua), pois me apeguei a várias personagens, minhas favoritas sendo Reneé Carpenter e Betty Grissom, que tiveram episódios incríveis dedicados a elas.

Alguém já assistiu alguma dessas? Se sim, o que acha? Concorda comigo que elas deveriam ser mais conhecidas?

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