Eu assisti - Os filmes do ano (I)


Todo início de ano, eu faço aquele mesmo plano: Assistir a um filme por semana. Todo ano, eu falho já no primeiro mês (às vezes, na primeira semana). Falho feio. Em 2017, não cheguei nem aos 20% da meta. Mas mesmo já tendo aceitado que está é a forma de ficção que menos me atrai, eu insisto, porque ainda é ficção e talvez, em algum ano, eu consiga alcançar os 52.

Este ano não está mal! Em quatro meses, foram 9 títulos, a mesma quantidade do ano passado inteiro, e 2 idas ao cinema, quase um recorde (minha última vez havia sido em meados de 2016). Então, assim como estou fazendo com os livros do ano, também vou contar aqui sobre os filmes que vi.

Eu assisti - Os filmes do ano (I)


Mamma Mia

"Na ilha grega de Kalokairi. Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a se casar e, sem saber quem é seu pai, envia convites para Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Harry Bright (Colin Firth) e Bill Anderson (Stellan Skarsgard). Eles vêm de diferentes partes do mundo, dispostos a reencontrar a mulher de suas vidas: Donna (Meryl Streep), mãe de Sophie. Ao chegarem Donna é surpreendida, tendo que inventar desculpas para não revelar quem é o pai de Sophie."
Esse todo mundo conhece e eu mesma já tinha assistido algumas vezes. A notícia da sequência que está para chegar me deixou empolgada para ver de novo. É um musical bem água com açúcar, mesmo, mas obviamente o objetivo dele nunca foi te deixar mais inteligente ou te levar a reflexões profundas sobre a vida. É um filme para divertir, aquele que a gente abre quando a amiga termina um namoro e precisa de algo que a anime. Mamma Mia, pizza e sorvete: Não tem receita melhor.

Irreplaceable you (Perfeita para você)

"A história de Abbie e Sam, almas gêmeas que estavam destinadas a ficar juntos até que a morte se interpusesse."
O segundo filme do ano foi um draminha da Netflix. Todas as sinopses que vejo são ruins, porque focam no relacionamento entre Abbie e Sam, seja o fato deles estarem "destinados a ficar juntos" ou a parte em que Abbie tenta conseguir um novo amor para Sam após descobrir que tem um câncer em estágio avançado. Porém, para mim, o que se destaca é a jornada de Abbie, uma mulher "Type A", que quer ter sempre o controle, até mesmo em sua morte iminente. Essa é uma história que já foi feita várias vezes, mas ainda é um ponto que me abala, porque eu sou uma dessas pessoas que quer controlar tudo e, às vezes, a gente tem que apenas viver enquanto pode. 

Love, Simon (Com amor, Simon)

"Um estudante de ensino médio tem o segredo de sua orientação sexual nas mãos do palhaço da turma e é chantageado."
Como eu não acompanho de perto os lançamentos de romances adolescentes, não sabia da existência de Simon até quatro dias antes de assistir, quando fui convidada por uma amiga para a pré-estreia. Eu tinha alguns receios antes de assistir, primeiro por eu nunca ter visto nenhum filme cujo tema central é um romance LGBT e segundo porque eu "conheço" os roteiristas (lembrem que eu não vejo muitos filmes, então isso não é comum), que também escrevem para uma das minhas séries favoritas, então eu temia, ao mesmo tempo, não conseguir torcer para o casal e me decepcionar com Elizabeth Berger e Isaac Aptaker (a ironia? Eu me decepcionei com o episódio da série que foi exibido no mesmo dia e eu reclamei por não poder ver ao vivo). Apesar de tudo, o filme foi uma ótima surpresa.

Simon é aquele tipo de personagem que me conquista facilmente, fechado e cheio de culpas, então torci o tempo inteiro para que ele revelasse logo o seu segredo e ficasse livre da prisão em que vivia desnecessariamente. Dos e-mails que ele troca com o misterioso Blue, me marcou a parte em que ele fala que todo mundo deveria ter que sair do armário. Ele fala no quesito sexualidade, mas eu acho que se aplica a muita coisa. Todos nós temos armários nos quais estamos escondidos. Inclusive, existe uma TED Talk muito boa sobre isso: Ash Beckham - Tods nós escondemos algo. Tenhamos a coragem de falar abertamente. É algo para se pensar. O mais legal é que o filme não é pretensioso e cheio de lições, é apenas a história de um garoto que tem a vida normal, até que algo o tira de sua não tão confortável zona de conforto.

Hidden Figures (Estrelas além do tempo)

"A história é centrada em Katherine Johnson (Taraji P. Henson), uma brilhante matemática afroamericana que, ao lado das colegas Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), foi peça fundamental numa das maiores operações da história dos Estados Unidos: o lançamento do astronauta John Glenn para a órbita da Terra e seu retorno em segurança. Junto, o trio ultrapassou todos os limites de gênero, raça e profissionais para embarcar e serem muito bem-sucedidas nessa missão pioneira."
Dos nove filmes que [já] tiveram a honra de serem assistidos por mim em 2018, Hidden Figures é o meu favorito e agora eu entendo todos os elogios e prêmios que recebeu na época de seu lançamento. Inspirado no livro de mesmo nome, o filme foi muito além da biografia cheia de nomes e datas ao me conectar a essas personagens e a minha paixão pelas ciências exatas. Katherine Johnson agora é um nome que figura entre as minhas inspirações, junto a figuras ilustres da computação, como Grace Hopper, Ada Lovelace e Margareth Hamilton. Ao contrário dos Social Justice Warriors que fazem barulho na internet sem necessariamente fazer a diferença, essas mulheres mostraram o seu valor da forma mais efetiva possível: Mostrando o seu valor. Lutando e se esforçando para mostrar que não seriam paradas, que os números e os códigos não conhecem gênero ou cor, conquistando as mentes que se importam com o que realmente é importante.

A wrinkle in time (Uma dobra no tempo)

"Os irmãos Meg (Storm Reid) e Charles (Deric McCabe) decidem reencontrar o pai, um cientista que trabalha para o governo e está desaparecido desde que se envolveu em um misterioso projeto. Eles contarão com a ajuda do colega Calvin (Levi Miller) e de três excêntricas mulheres em uma ousada jornada por diferentes lugares do universo."
Outro filme que eu gostei bastante, apesar de compreender todas as críticas. Já escrevi um post inteiro sobre esta história, então não vou repetir aqui. Digo apenas que recomendo, tanto o livro quanto o filme.

Our souls at night (Nossas noites)

"Addie, uma viúva solitária tenta se conectar com seu vizinho de décadas após ele também perder a esposa. Os dois moraram lado a lado por anos e quase não se conheceram – agora, na velhice, começam a estabelecer uma conexão e descobrir uma química perfeita."
Outro draminha da Netflix, este focado em dois idosos que resolvem dormir juntos. Sim, apenas dormir, passar as noites um ao lado do outro para espantar a solidão, sem envolvimento sexual ou romântico. É óbvio que isso não ia dar certo e eles acabariam se envolvendo, sim. É bonitinho acompanhar a jornada dos dois e torcer para que eles possam ficar juntos, apesar de um grande inconveniente que se apresenta na forma do filho de Addie. Infelizmente, o final não compensa. Não por não ser o que eu estava esperando, mas pela rapidez com que acontece. O drama é morno do começo ao fim, e seu final é abrupto, me deixou com a sensação de incompletude que me acabou estragando as quase duas horas que passei assistindo.

Five flights up (Ruth e Alex)

"Em Nova York, Ruth (Diane Keaton) e Alex (Morgan Freeman), juntos há décadas, decidem vender o apartamento onde sempre viveram no Brooklyn e irem para um outro lugar. Eles apenas não imaginam a quantidade de problemas que vão encontrar nas negociações para se desfazer do imóvel que compraram na década de 1970."
Também focado em um casal de idosos, neste acompanhamos os protagonistas - em especial, Alex - tendo que se adaptar à ideia de uma possível mudança, pois moram no quinto andar de um prédio sem elevadores e precisam se preparar para o momento em que seus corpos vão começar a reclamar do esforço. Poderia ser uma história ótima (e é melhor que Our souls at night, reconheço), mas também peca pelo final abrupto e, principalmente, por apresentar personagens bidimensionais. Do início ao fim, Alex é o teimoso e Ruth é a conciliadora. Vários dos personagens menores com quem eles cruzam são mostrados apenas como pessoas egoístas e rudes, outros são "esquisitos" e peculiares. O que salvou foi o elenco, já que Diane Keaton e Morgan Freeman mostraram uma ótima química e eu gostaria de vê-los juntos em outros trabalhos.

This is where I leave you (Sete dias sem fim)

"Os membros de uma família judia nunca realmente seguiram as tradições religiosas, mas quando o pai morre, os quatro filhos, que não se encontravam há décadas, aceitam fazer a cerimônia do Shivah juntos, passando uma semana inteira dentro da mesma casa e trazendo à tona os problemas familiares."
Este foi um filme que assisti por acaso e acabei gostando bastante, mas minha principal opinião sobre ele é que deveria ser uma série (ou, pelo menos, uma minissérie). Dramas  (ou dramédias) familiares estão em alta comigo e clima ao mesmo tempo leve e fúnebre do filme me lembrou de Parenthood e Six Feet Under, duas séries que estou maratonando atualmente. Relações entre irmãos são algo que eu gosto bastante e achei que o filme conseguiu balancear bem a história do quarteto Paul (Corey Stoll), Judd (Jason Bateman), Wendy (Tina Fey) e Phillip Altman (Adam Driver), cada um com seus problemas, seus defeitos e suas qualidades. Mas, apesar de ter tido um bom final, terminei com a sensação de que eu adoraria saber mais sobre essas pessoas.

Star Wars I - The phantom menace (A ameaça fantasma)

"Quando a maquiavélica Federação Comercial planeja invadir o pacífico planeta Naboo, o guerreiro Jedi Qui-Gon Jinn (Liam Neeson) e seu aprendiz Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) embarcam em uma aventura para tentar salvar o planeta. Viajam com eles a jovem Rainha Amidala (Natalie Portman), que é visada pela Federação pois querem forçá-la a assinar um tratado que é para eles muito importante. Eles têm de viajar para os distantes planetas Tatooine e Coruscant em uma desesperada tentativa de salvar o mundo de Darth Sidious (Ian McDiarmid), o demoníaco líder da Federação que sempre surge em imagens tridimensionais (a ameaça fantasma). Durante a viagem Qui-Gon Jinn conhece um garoto de nove anos e deseja treiná-lo para ser tornar um Jedi, pois o menino tem todas as qualidades para isto. Mas o tempo revelará que nem sempre as coisas são o que aparentam."
Eu sei, todo mundo já assistiu. Eu sei, meu lado nerd tem uma síncope por saber que eu não. Não me lembro se cheguei a ver algum Star Wars quando era mais nova, mas só no lançamento da nova trilogia foi que decidi que queria ver e, apesar de estar gostando, ainda vou demorar a terminar.

Eu também sei que essa trilogia é a menos amada da série, mas devo dizer que alguns pontos me fizeram apreciá-la antes mesmo de começar. Primeiramente, é a única completamente livre da chatice de Luke Skywalker. Segundo, e mais importante, é a história de um dos maiores vilões do cinema e eu gostaria que todas as minhas pessoas horríveis tivessem essa mesma chance de humanização.

Pelo meu histórico, é pretensão demais querer ver todos os filmes da franquia até o fim do ano, mas espero riscar da minha lista pelo menos mais dois e terminar a história do menino Anakin, pois estou muito curiosa para saber como ele se transformou em Vader.

Eu não deveria pedir indicações de mais filmes, porque a minha lista é imensa (neste momento, tem 72 títulos), mas vocês sabem, os comentários estão sempre aí para as dicas de vocês, pode ser que algum me chame a atenção e entre no próximo Eu Assisti.





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