Na minha playlist


Já faz mais de oito meses desde que postei um "Na minha playlist" e algumas semanas desde que eu pensei em postar uma nova versão. Sempre acho engraçado perceber o quanto o que eu ouço é influenciado pelo que eu vivo. Naquela época, em outubro do ano passado, eu tinha acabado de voltar de viagem e estava tranquila, mas trabalhando muito e fazendo planos. Ouvia muita MPB, música francesa e jazz.

Depois de uma passagem de ano incrível, janeiro chegou como um turbilhão que durou alguns meses. Minha playlist principal aumentou em 40% e chegou a 2540 músicas (que eu continuo tendo que ouvir em ordem alfabética, já que o aleatório do Spotify não melhorou). Agora, entre as mais ouvidas, tem mais pop, mais ritmo, mais intensidade pra soltar a voz no chuveiro até doer a garganta, combinando com os sentimentos conturbados que eu já mencionei no post anterior e sobre os quais pretendo falar mais em breve.

Em uma seleção mais uma vez exclusivamente feminina (e eu juro que não é de propósito, apenas gosto mais), algumas já eram minhas velhas conhecidas e já passaram pelo blog outras vezes, como Barlow Girl, Tori Kelly e Sara Bareilles; outras são novidade por aqui e são essas que quero compartilhar com vocês hoje.

Na minha playlist - 2018

Adele


Adele não é novidade para ninguém - todo mundo sabe quem ela é, todo mundo já ouviu essa voz maravilhosa. Mas todo mundo também sabe que as letras dela são um tanto quanto melancólicas, então é preciso estar no clima para ouvir. Há alguns meses, eu tive uma fase de ouvir 25 todos os dias e ainda me surpreendo sempre que me lembro o quanto esse álbum é bom. Todas as músicas possuem aquele tom melancólico e bastante nostálgicos, mas também esperançoso e acho que foi por isso que eu gostei tanto. Em especial, Million years ago e a When we were young me atingiram em cheio, com versos que poderiam ter saído do meu próprio diário.


Carly Rae Jepsen


Indo da água para o vinho, Carly Rae Jepsen canta um pop mais pop, aquele tipo para o qual muita gente torce o nariz sem saber o que estão perdendo. A maioria das suas letras é bem leve e pra cima, bom pra ouvir quando você está sozinha em casa enrolada na toalha e hidratando o cabelo, ou quando quer desopilar a mente. Eu gostei muito de seu último álbum - Emotion, lançado em 2015 - e acabei não dando muita atenção aos anteriores, mas pretendo e espero gostar também.


Corinne Bailey Rae


A única forma que eu encontro para definir Corinne Bailey Rae é que a voz dela é muito gostosa de ouvir e me deixa feliz. Eu já conhecia Put your records on, sua canção mais famosa, de uma edição antiga do The Voice US e não me lembro como ela apareceu novamente na minha vida, mas fiquei apaixonada.


Ella Henderson


Ella Henderson é britânica e ficou em sexto lugar na nona edição do programa The X-Fator UK, em 2013, na época com 17 anos. Infelizmente, ela parece ter sofrido do esquecimento que atinge muitos participantes de reality shows musicais, já que seu único álbum foi lançado em 2014. Apesar de algumas de suas letras, como 1996, deixarem bem claro que a moça é muito mais nova que eu e está em um momento completamente diferente da vida, em nenhum momento sua voz e sua força denunciam a idade. Espero que algum dia, mais madura, ela volte a gravar.

Hannah Kerr


Conheci Hannah Kerr em um tweet de algum artista que eu sigo. Sua voz grave e seu estilo pop cristão me lembraram um pouco a Bethany Dillon, mas com mais energia, com mais intensidade, o que acabou sendo o que eu precisava. Infelizmente, ela também só tem um álbum, lançado em 2016, mas um EP de Natal do ano passado me dá esperanças de que possa ouvir mais dela em breve.


Kate Voegele


Último nome a entrar na minha lista, Kate Voegele já tem anos de carreira, tendo inclusive atuado na série de TV One Tree Hill. Como eu nunca vi a série, não fazia ideia disso até agora. Não gostei muito de suas músicas antigas, achei o estilo muito adolescente, mas seu CD mais recente, de 2016, está mais maduro e com letras bem legais, gostei bastante.


Leona Lewis


Eu acho que passei uns dez anos com o nome de Leona Lewis anotado em algum lugar do meu cérebro, desde a época em que eu dançava na igreja e alguém levou o clipe de um casal dançando Bleeding Love em um programa de TV. Isso acontece com quase tudo o que me recomendam: eu demoro, mas um dia procuro. Felizmente, esse foi um caso de sucesso e eu acabei gostando demais.


Taylor Swift


Por último, uma guilty pleasure - ou melhor, seria uma guilty pleasure se eu não odiasse esse conceito. A verdade é que eu tenho muita preguiça da Taylor Swift, sempre envolvida em polêmicas e criando personagens, então, apesar de ter gostado bastante do seu álbum anterior, 1989, eu odeio toda essa atmosfera rebelde e vitimista do Reputation. Eu odeio de verdade Look what you made me do. Porém, se fosse para ser racional, eu estaria ouvindo podcast de política, não música. Em um dia particularmente estressante, eu me peguei com raiva de tudo o que estava ouvindo e apenas músicas escritas com raiva poderiam me compreender naquele momento. É possível que eu não mais ouça com frequência a maioria das músicas desse álbum (a exceção sendo Getaway Car, de longe minha favorita), porque elas nem entraram para as minhas playlists oficiais, mas, em um momento difícil, elas me ajudaram a descarregar energia e não fazer nada de que pudesse me arrepender mais tarde.


Engraçado como as músicas interagem tanto com o nosso emocional, não é mesmo? A música certa é aquela que eu ouço no momento certo para me trazer o sentimento que eu preciso.

E vocês, o que andam ouvindo?


CONVERSATION

Back
to top