Eu assisti - Os filmes do ano (II)


Há alguns meses, eu escrevi sobre os filmes que assisti de Janeiro a Abril, quando eu tinha certeza de que não passaria nem perto da minha meta de 52 filmes no ano. Surpreendendo a mim mesma, depois de escrever, resolvi fazer uma lista de tudo o que ainda gostaria de assistir e acabei avançando bastante na meta (embora ainda esteja atrasada). Meu plano incluía terminar Star Wars, ver vários desses filmes de super heróis que todo mundo gosta, algumas adaptações de livros que já li, musicais e alguns lançamentos da Netflix, que resolveu investir no gênero mais injustiçado do cinema e não para de trazer mais comédias românticas cheias dos clichês que eu nunca me canso.

Continue lendo para saber se eu consegui assistir tudo o que tinha planejado.

Pitch Perfect 3 (A escolha perfeita)


Começamos pelo fim da história das Barden Bellas, iniciada pelo filme de 2012. Eu amo o primeiro Pitch Perfect, gosto do segundo, mas o terceiro, infelizmente, não me convenceu. O tema prometia, ver as Bellas olhando para trás e descobrindo como seguir em frente, descobrindo que as coisas não são mais as mesmas, mas elas sempre serão importantes nas vidas umas das outras. Teria sido ótimo se fosse só isso. Acontece que tentaram colocar um elemento de ação e criaram um vilão tão inverossímil e desnecessário que esse plot estragou tudo. É uma pena, pois este poderia ter sido um final maravilhoso.

Dear Zindagi


Conheci Dear Zindagi de uma forma interessante: O filme foi acusado de plagiar Being Erica, uma das minhas séries favoritas. Curiosa, tive que assistir para tirar minhas próprias conclusões. Concluí que essa acusação é ridícula, mas como eu gosto muito de histórias com pessoas horríveis que precisam dar um jeito na vida, fico feliz de ter assistido. O filme é indiano e Zindagi significa Vida, e a história de Kaira me lembrou um pouco do livro A Vez da Minha Vida, também um dos meus favoritos. Meu único porém não apenas com este filme, mas com todos os indianos que já assisti, é por ser muito longo. No mais, recomendo.

Wonder woman (Mulher maravilha)


Eu tenho um problema com histórias de super-heróis, porque eu não gosto de pessoas boazinhas demais, eu gosto daqueles de moral duvidosa, que fazem merda, se redimem e de vez em quando caem outra vez. Assim, não sei explicar por que fiquei com vontade de me atualizar nesse mundo tão complexo e tão cheio de personagens que todo mundo conhece. Bom, Wonder Woman foi o primeiro que assisti e, felizmente, não me arrependi. Diana é boazinha, sim, mas ela teve uma reflexão interessante sobre o mal e a redenção que acabou me conquistando. Espero que a sequência não me decepcione.

Candy jar (Doce argumento)


Este ano, a Netflix resolveu fazer um grande favor a todos os apaixonados por comédias românticas e tem lançado várias delas. Candy Jar está nessa lista, trazendo o que talvez seja o meu clichê favorito: o dos adversários que se apaixonam. Talvez por eu já ter visto tantas histórias assim, minhas expectativas tenham sido muito altas e me decepcionei. Faltou carisma, faltou emoção, faltou ação. Foi chato.

Star Wars - Episode 2 - Attack of the clones (Ataque dos clones)


Em matéria de chatice, nenhum desses filmes supera Attack of the clones. Sinto muito por todos os fãs raiz de Star Wars, que esperaram anos pela segunda trilogia e receberam isso. Eu estava ansiosa por conhecer a história por trás de um dos maiores vilões de todos os tempos, mas o Anakin conseguiu ser quase tão insuportável quanto o Luke. De ação, o filme se tornou mais um drama romântico. Não me entendam mal, eu gosto de dramas românticos, mas se eu quisesse um, teria assistido Um Lugar Chamado Notting Hill, não Star Wars. Perdi duas horas e meia de vida.

One day (Um dia)


One Day é a adaptação do livro de mesmo nome, escrito por David Nicholls, que eu li no ano passado e que, embora tenha sido muito bem escrito, tem dois personagens muito chatos. O filme, embora suficientemente fiel ao original, consertou esse problema e acho que acabei gostando mais dele do que da leitura. Por outro lado, no momento mais importante da história, que sela o destino de um dos protagonistas, a imagem não conseguiu superar o impacto de algumas poucas palavras, então declaro empate.

Man of steel (O homem de aço)


Já disse que tenho problemas com heróis, mas com o Superman o problema é ainda maior, porque ele não tem um pingo de graça. Como esse pode ser o super-herói mais famoso de todos? Só vale a pena para apreciar a beleza de Henry Cavill, por mim, a história seria toda sobre a Louis Lane e ele ficaria lá no fundo, sem falar nada, só sendo bonito.

Elizabethtown (Tudo acontece em Elizabethtown)


Lançado em 2005, esse é um daqueles filmes que todo mundo já deve ter assistido há anos, menos eu. É uma comédia romântica fofa, que me lembra um pouco 500 dias com ela, mas mais feliz. Também tem uma história paralela, em que o personagem de Orlando Bloom precisa lidar com a morte do pai, e que eu achei até mais interessante que o romance. Não é um favorito, mas também não foi ruim.

Captain America 1 - The first avenger (Capitão América 1 - O primeiro vingador)


O Capitão América é praticamente o Superman da Marvel, o que já o coloca em desvantagem comigo. O filme até que não é ruim. Os efeitos especiais para colocar o rosto do Chris Pratt Pine Hemsworth Evans são péssimos, mas eu gostei da origem dele, do garoto miúdo ambicioso que queria servir ao país. Assim como aconteceu com o Homem de Aço, minha parte favorita do filme foi seu interesse amoroso, Peggy Carter (o que talvez me faça assistir às duas temporadas de Marvel's Agent Carter). As sequências podem ser muito boas ou muito ruins, depende do quão bom moço perfeitinho ele será (quanto menos melhor). Não sei quando assistirei, mas espero gostar.

Star wars - Episode 3 - Revenge of the Sith (A vingança dos Sith)


Não tenho o que dizer sobre o final da segunda trilogia, porque eu confesso que já comecei a assistir com má vontade. No geral, foi um pouco menos chato que o anterior, mas nem se compara à trilogia original. Para piorar, Hayden Christensen não convence. Agora, com expectativas mais baixas, resta-me torcer para gostar da trilogia mais recente, que ainda não comecei a assistir.

My perfect romance (Meu romance perfeito)


Lançado na época do Valentine's Day, só de olhar para o poster de My Perfect Romance nós já sabemos que não dá para esperar muita coisa. A verdade é que eu até gosto de comédias românticas trash, mas esse não me convenceu. O filme conta a história de uma programadora que desenvolve um site de relacionamentos baseado na compatibilidade, e ela acaba em uma situação em que precisa testar o próprio algoritmo com o chefe que ela odeia. Poderia ser legal, mas tem dois grandes problemas. O primeiro - e que talvez não seja tão grave para a maioria das pessoas - é que os roteiristas não fazem a menor ideia de como funciona uma empresa de software. O segundo, é que as atuações são muito ruins. MUITO RUINS. Especialmente do mocinho. Pior que novela mexicana.

The fault in our stars (A culpa é das estrelas)


Mais uma adaptação de livro. Li o original há vários anos e me lembro de ter gostado muito no início, mas o ritmo foi caindo e, apesar do final emocionante, acabou não me convencendo. Por isso, gostei mais do filme. O roteiro é bem fiel ao que eu me lembro da história, mas tem um ritmo constante, que me prendeu e acabou me arrancando algumas lágrimas no momento certo. Recomendo para quem gosta do estilo drama-adolescente-doente.


Iron man 1 (Homem de ferro 1)


Enfim, um super-herói para amar! Se o Capitão América se equivale ao Superman, o Homem de Ferro é o Batman da Marvel, e Batman sempre foi o único herói com o qual eu simpatizava (até tentar assistir a Batman x Superman, que não aguentei e larguei antes da metade, pois é um mais chato que o outro, com a Diana aparecendo de vez em quando, mas não o bastante para tornar o filme suportável). Tony Stark é o playboy bonito, rico e superficial, aquela receita fácil para um personagem que, enquanto todo mundo odeia, eu fico ansiosa para conhecer. Uma pessoa horrível e que nem tem poderes de verdade, apenas dinheiro demais. Com certeza verei as sequências.

Love per square foot (Amor por metro quadrado)


De todas as comédias românticas da Netflix que assisti recentemente, esta foi a que apareceu menos na mídia, provavelmente por ser um filme indiano e tenho quase certeza que só apareceu nas minhas recomendações porque eu assisti a Dear Zindagi. Ainda bem que apareceu. A história é aquele velho clichê do casal que finge estar junto por conveniência, quando ambos querem sair da casa dos pais, mas nenhum dos dois tem dinheiro para comprar um apartamento sozinho. O cara é meio babaca, mas a menina é ótima e, apesar de ser longo, é uma ótima opção para quem quer curtir os clichês com uma nova roupagem.

Monster in law (A sogra)


Outra comédia das antigas, sobre a qual eu coloquei muitas expectativas quando vi que tinha a maravilhosa Jane Fonda como a sogra que torna a vida da nora um inferno. O único problema é que a nora é a Jennifer Lopez, que é chata e só faz filme ruim. A história é boba, os personagens são forçados, infelizmente não me conquistou.

Set it up (O plano imperfeito)


No lado oposto de Love Per Square Foot, está a comédia romântica mais esperada na Netflix no ano. Não é para menos. Set It Up usa, desfaz e reconstrói os clichês do gênero de uma forma deliciosa e com um elenco muito carismático, que me fez torcer até por personagens que claramente não tinham salvação (o que talvez seja também culpa do sorriso hipnotizante do Taye Diggs que, para minha tristeza, só faz personagem chato).

Recomendo e recomendo muito. Eu simplesmente não vi o tempo passar e com certeza vou assistir novamente, várias vezes. 

The boss (A chefa)


Eu amo a Melissa McCarthy, eu amo a Kristen Bell e eu amo chefes duronas. Mas esse filme é muito ruim. Tudo muito exagerado, com uma personagem que, apesar de ter tudo para me conquistar, me deu preguiça. A palavra que eu usei nas minhas anotações do post depois de assistir foi "tosco". É isso. Não recomendo.

When we first met (Quando nos conhecemos)


Quando eu vi o trailer desse filme pela primeira vez, parecia bem ruim. Felizmente (e com um empurrãozinho da amiga), eu ignorei a primeira impressão e assisti. Mais um original Netflix, este conta a história de Noah, que é apaixonado pela amiga Avery e, na noite em que ela fica noiva de Ethan, descobre uma forma de voltar à noite em que eles se conheceram para conquistá-la. Ele volta várias vezes e tenta várias abordagens, mas todas elas falham. Em todas elas, ele é um babaca querendo passar por bonzinho, o que me fez odiar o personagem. Mas eu também estava curiosa com o final da sua história e, embora tivesse desconfiado desde as primeiras cenas, foi legal de assistir.

Naked (Nu)


Assim como o anterior, Naked também tem viagem no tempo, um tema que, quando aliado ao humor e à evolução de pessoas horríveis, tem a minha total atenção. Aqui, Rob acorda nu no elevador de um hotel bem na hora em que seu casamento deveria acontecer do outro lado da cidade. Ele faz de tudo para chegar lá, mas acaba voltando para o mesmo lugar sempre que o sino da igreja bate, até descobrir o motivo que o deixou preso. Achei que a ideia ótima poderia ter sido mais bem executada, porque eu mesma demorei a entender o que tinha de tão errado com o personagem e também tem dois vilões que ficaram um pouco exagerados, mas ainda vale a pena. Como bônus, o elenco é excelente e cheio de nomes bem conhecidos de quem é fã de séries, com Marlon Wayans, Scott Foley, Eliza Coupe e Loretta Devine.

Mamma Mia 2 - Here we go again (Lá vamos nós de novo)


Não vou falar muito de Mamma Mia aqui, porque já fiz um post inteiro apenas sobre ele. Só por isso, já dá para imaginar que eu amei.

The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society (A sociedade literária e a torta da casca de batata)


Depois que Mamma Mia 2 me apresentou ao talento de Lily James, sem querer acabei assistindo a outro filme com ela, dessa vez, um drama histórico. Baseado no livro que também tem esse nome enorme, o filme conta a história da escritora Juliet, que por acaso vem a conhecer um grupo de pessoas que, durante a Segunda Guerra Mundial, cria essa sociedade unida pelos livros e por uma torta ruim de casca de batata. À medida em que Juliet descobre mais sobre essas pessoas, não só ela vai ficando mais envolvida com eles, mas eu também fiquei. Apesar de alguns momentos tristes, para mim, ficou marcada a lealdade e o cuidado daqueles personagens uns com os outros, o que me deixou com muita vontade de ler o livro e me aprofundar ainda mais em suas vidas.

To all the boys I've loved before (Para todos os garotos que já amei)


Também baseado em um livro que eu [ainda] não li, também um original Netflix, todo mundo que entrou na internet nas últimas semanas já deve ter ouvido falar dele, provavelmente por pessoas que já passaram há muito da faixa etária da protagonista Lara Jean, mas que, ainda assim, se apaixonaram por ela (ou por Peter Kavinsky). Eu sou mais uma, confesso. Assim como Set It Up, To All The Boys I've Loved Before me remeteu às comédias românticas dos anos 90, com todos os elementos fofos e divertidos que me faziam locar o mesmo filme várias vezes. Melhor, se na maioria das histórias eu tenho problemas com a protagonista, nesta eu me encantei pela Lara Jean e por todos os outros personagens desde o princípio (em especial, as irmãs dela, deveria existir um filme pra cada). Uma graça de filme para te deixar com o coração levinho e um sorriso no rosto.

The wedding date (Muito bem acompanhada)


Para terminar (ufa!) mais uma comédia romântica das antigas. O clichê da vez é o do namoro falso. Eu queria que fingir a existência de um namorado fosse tão fácil quanto nos filmes! Como não poderia ser diferente, a protagonista Kat tem uma família complicada e uma irmã mais nova mimada que vai se casar antes dela. Obviamente, o padrinho é o ex-noivo de Kat. Obviamente, tem muita sujeira escondida debaixo do tapete desse casamento, em que a única pessoa boa de verdade é o noivo. Eu não gostei do final, porque queria que as pessoas realmente sofressem as consequências dos seus atos. Também achei a Kat um pouco exagerada. Estou atualmente assistindo à série Will & Grace e, embora a Debra Messing seja super fofa, ambas as personagens são dramáticas demais. O romance também aconteceu muito rápido, embora eu não a julgue, quem é que não se apaixonaria pelo sorriso torto do Dermot Mulroney, não é mesmo? É um filme legalzinho, serve para passar no tempo.

Meus parabéns a todos os que leram até aqui. Sei que foi muita coisa, mas eu não esperava conseguir ver tantos filmes em quatro meses (ainda bem que consegui!). Me contem, vocês já assistiram a alguns desses? Quais são seus favoritos?

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