Eu assisti - Os filmes do ano (III)


Este é o último post de filmes do ano e eu fico feliz em contar que, embora não tenha conseguido alcançar minha meta de um por semana, cheguei o mais perto que já consegui desde que comecei a contar, com 44 assistidos até o momento em que começo a escrever este post. Como não poderia deixar de ser, os últimos meses foram cheios de comédias românticas fofas, gênero que, para a nossa alegria, teve um ano muito bom, tanto nos cinemas quanto na Netflix. Mas nem todos valem a pena, então eu estou aqui para recomendar também alertá-los a fugir de algumas bombas.

Las leyes de la termodinamica


Este é uma bomba. Comédia romântica original Netflix, em espanhol e que fala de Física, o filme tinha TUDO para me conquistar, mas não conseguiu, porque a história é ruim e os personagens são péssimos - principalmente o protagonista, um bobo dramático que idolatra e sufoca a mulher, pra depois fazer escândalo quando ela arruma outro. A história é contada em forma de documentário, o que, para mim, foi o único ponto positivo do filme, porque eu amo Física e a forma como ele tenta encaixar os relacionamentos nas leis da natureza é bem legal. De resto, não recomendo.

Sierra Burgess is a loser


Outro original Netflix que fez muito sucesso na época em que foi lançado, Sierra Burgess é uma das muitas releituras adolescentes da peça Cyrano de Bergerac, onde uma pessoa inteligente finge ser outra para conquistar uma terceira. Obviamente, a pessoa inteligente não é tão inteligente assim, porque ela acaba se apaixonando por quem não poderia. Esse clichê está longe de ser meu favorito e, embora o filme seja bonitinho em sua maior parte, eu odiei o final. Achei que as coisas se resolveram muito fácil para a Sierra, ela se fez de vítima quando, na verdade, era quem estava mais errada na história toda, e não sofreu as consequências do seu erro. Como era de se esperar, a personagem por quem eu torci o tempo todo foi a Veronica, a menina bonita e má cheia de problemas em casa.

Ahora o nunca


Também da Netflix, também em espanhol, Ahora o Nunca explora o clichê do casal que enfrenta vários obstáculos para chegar ao próprio casamento. Enquanto tudo dá errado para o noivo controlfreak Alex, que tenta chegar à Inglaterra com o pai e o sogro, a noiva free spirited Eva, já no local da festa, só arruma novos problemas. É um filme divertido para quem consegue relevar as situações absurdas que acontecem com Alex. Eu achei um pouco difícil torcer pelo casal, já que os dois estão separados a maior parte do tempo, mas ainda é fofo quando eles se juntam.

Nappily ever after (Felicidade por um fio)


Baseado em um livro de mesmo nome (e primeiro de uma série), Nappily Ever After é uma ficção com ares de auto ajuda no melhor sentido possível. Ainda que tenha algumas falhas e às vezes exagere na mensagem, o filme conseguiu mexer comigo ao mostrar o relacionamento de Violet com os outros, com ela mesma e com os seus cabelos. Sendo eu uma mulher Type A que quer sempre estar no controle e com o visual perfeito, me identifiquei bastante com a personagem e recomendo para todos e todas que já ouviram da família ou amigos que precisam relaxar um pouco mais de vez em quando.

A star is born (Nasce uma estrela)


Uma das sensações do ano, A Star is Born, também conhecido como "O filme da Lady Gaga", é quase tudo isso. A história é ótima, Gaga e Cooper são ótimos, a trilha sonora é ótima (prepare-se para assistir e passar dias cantarolando Shallow). O único problema, para mim, foi que achei o filme muito longo e, quando chegou ao ápice, eu já estava cansada e não consegui nem me emocionar, o que me deixou frustrada, porque meus amigos me prometeram lágrimas. Ainda assim, foi um dos melhores do ano.

The princess switch (A princesa e a plebeia)


Assim como no ano passado, a Netflix nos deu vários presentes de Natal em forma de comédias românticas natalinas - tudo bem clichê, sim, porque é isso que a gente espera de uma comédia romântica natalina. Aqui, como o nome e a imagem indicam, temos a boa e velha troca de papéis entre duas pessoas idênticas. É um filme bonitinho, nada de muito espetacular. Eu tenho problemas com romances relâmpago, mas os casais são bonitinhos e eu gosto da ideia de uma delas se apaixonando por uma pessoa que faz parte da vida da outra (o que me lembra The Holiday, melhor comédia romântica de Natal de todos os tempos). Também gostei da Stacy ser toda certinha com a programação, me identifiquei.

Crazy rich asians (Podres de ricos)


Agora, sim, uma das melhores comédias românticas do ano. Muito se falou sobre o filme, por ser uma das poucas produções hollywoodianas com elenco totalmente asiático, mas isso não teria tanta importância se o roteiro não fosse bom, se os atores não tivessem química, se todas as partes que compõem um filme não se encaixassem perfeitamente. Tudo se encaixa. Os personagens são ótimos, todos muito humanos, bem do jeito que eu gosto. E o casal Rachel-Nick é adorável, eu consegui torcer por eles em poucos minutos de tela.

Junto com Set it up e To all the boys I've loved before - que, coincidentemente, também possuem protagonistas asiáticas - Crazy Rich Asians entra no meu Top 3 de comédias românticas de 2018, daquelas que eu vou querer rever várias vezes.

The healer (O que de verdade importa)


Tomei conhecimento da existência de The Healer quando o filme foi gravado há alguns anos, porque uma das personagens principais é interpretada pela Camilla Luddington, que também interpreta uma das minhas personagens favoritas de Grey's Anatomy. Confesso que só assisti por causa dela, pois o filme é um draminha água com açúcar meio místico que, embora já tenha me atraído muito na época que eu lia Nicholas Sparks, não chama a minha atenção atualmente. Na história, Alec, cheio de dívidas, vê a chance de mudar de vida quando um tio distante se oferece para ajudá-lo com a única condição de que ele passe um ano em uma cidadezinha no interior do interior do fim do mundo. Lá, Alec descobre que o tio pensa que ele é uma espécie de santo milagroso, com o poder de curar as pessoas. É bonitinho, mas só recomendo para quem gosta do estilo.

Another time


Outro filme que eu só conheci por causa dos atores envolvidos - dessa vez, Justin Hartley, que faz meu favorito Kevin em This is Us. Aqui, porém, a sinopse me interessou bastante. Uma comédia romântica com Física e viagens no tempo? Não tem como ser ruim, certo?  Mais uma vez, meu amor pela Física se transformou em cilada. O principal problema foi o ritmo da história e a construção dos personagens. Hora corrido, hora enrolado, o roteiro não conseguiu me fazer simpatizar com o protagonista Eric, que só parece um garoto mimado obcecado por uma mulher que não é dele - tão obcecado que financiou uma pesquisa de viagem no tempo para impedir que ela conhecesse o noivo o dia da estréia de Crepúsculo. O amor dele não me convenceu, a jornada dele não foi satisfatória e o final, apesar de fofo, não pareceu merecido. Mais uma vez, só valeu pela Física. 

Engaging Father Christmas


Continuação de Finding Father Christmas, este é um filme extremamente água com açúcar que só estava na minha lista porque é a adaptação do livro de uma autora que já teve um lugar muito importante na minha vida. Um ano depois de descobrir a identidade de seu pai, Miranda volta à cidade em que sua família paterna e seu namorado moram, mas um segredo que ela não deveria ter contado coloca em risco todos os seus relacionamentos ali. Assim como The Healer, é um draminha bem leve e família, mas que tem uma mensagem bonita sobre a verdade e o perdão.

Destination wedding (Com quem será?)


Outra comédia romântica no ano das comédias românticas. Keany Reeves e Winona Ryder são Frank e Lindsay, estranhos que se conhecem quando vão a um casamento a que nenhum dos dois queria comparecer. Esse filme tem dois dos meus clichês favoritos dos romances: o do casal que começa se odiando e o do mocinho ogro. Para completar, a história consiste basicamente de interações entre os dois, não há nenhum outro personagem minimamente importante (acho que nenhum outro personagem possui falas). Destination Wedding aposta todas as suas fichas nos diálogos afiados e na química entre os atores, o que poderia ter dado muito errado, mas deu muito certo.

Life itself (A vida em si)


Como dá para ver no cartaz e em qualquer outro lugar que fale desse filme, Life Itself é do criador de This is Us, Dan Fogelman. Mas mesmo que alguém começasse a assistir sem saber, as características dele estão presentes desde os primeiros instantes: Histórias não lineares, personagens com conexões a princípio desconhecidas, grandes discursos e mortes de pais e mães.

Comecei a assistir com expectativas moderadas e terminei sem saber se amei ou odiei (e ri bastante quando vi as reviews, inclusive as que consideram este o pior filme do ano). Eu entendi o que quiserem fazer, o problema é que esse é um filme pretensioso demais. Em cinco "capítulos" curtos, ele espera que eu me importe com todos esses personagens e me envolva com eles, mas força a barra nos discursos e suas mensagens, por mais bonitas e verdadeiras que sejam, se perdem. Alguém precisa urgentemente mandar o Fogelman parar de pesar a mão em tudo o que faz, pois esse segundo semestre de 2018 não está dando certo pra ele.

Life Itself foi o último filme que assisti antes de escrever o post, mas ainda é possível que assista outros antes do ano acabar. Se isso acontecer, atualizarei o post, então fiquem de olho no Twitter para mais notícias. Para 2019, repetirei minha meta de 52 - quem sabe, dessa vez, não dá certo?


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