Eu recomendo - As séries do ano


Com dezembro já quase pela metade, chegou a hora de começar a fazer minha terceira coisa favorita dessa época: Retrospectivas. As séries não tiveram muito espaço no blog este ano, mas quem me segue no Twitter sabe que continuo assistindo várias. Algumas, seguem as mesmas do(s) ano(s) anterior(es), mas há novas também.

Em 2017, foram poucas séries novas na minha lista, a única estreante que me ganhou foi Young Sheldon; agora, por outro lado, várias despertaram meu interesse. Entre dramas sobre amizades e comédias familiares, estas são as séries - novas ou antigas - que conquistaram a minha atenção em 2018.


Six feet under


Começando pelas séries mais antigas, Six Feet Under é um drama familiar exibido pela HBO entre 2001 e 2005 que acompanha a família Fisher após a morte do patriarca Nathaniel, quando os irmãos Nate e David são forçados a trabalhar juntos na funerária da família.

A série tem um ar sombrio e diferente do que eu estou acostumada, mais pesado, como é de se esperar pela emissora. Cada episódio inicia com uma morte; algumas são banais, outras são chocantes e inesperadas e há até algumas mortes engraçadas (como a do episódio 4x02), mas todas se relacionam, de alguma forma, ao que os personagens vivem no momento.

Six Feet Under é uma série crua e por vezes brutal, surpreendente por não ceder aos clichês e nem sempre dar uma solução aos seus dramas - muito menos a solução que nós esperamos. Mas isso, ao mesmo tempo em que frustra, também prende, a cada episódio, até a sua impecável series finale, considerada uma das melhores de todos os tempos.

Parenthood


Do lado fofo dos dramas familiares, está Parenthood, que assisti junto com SFU, durante o hiato de This is Us. Aqui, temos a mais leve das três, uma dramédia pé no chão sobre o dia-a-dia. Os Braverman são uma família como a minha, com problemas às vezes bobos, mas que todo mundo já teve um dia. Esse tipo de história, que muitos consideram entediante por não ter grandes acontecimentos e cliffhangers, é um dos meus favoritos.

É uma série sobre a família para ver com a família e ficar com o coração quentinho. Aquela série para amar os personagens, mas às vezes odiar o quanto eles são como todos nós.

Parenthood me ganhou rapidamente por ter meus três clichês favoritos de personagem: A adolescente problemática Amber, a workaholic/control freak Julia e o manchild Crosby. Com três personagens favoritos, fica fácil amar a série. Meu único contra é a personagem da Lauren Graham, cuja história de não amadurecimento me faz pensar que os roteiristas não fizeram o menor esforço para afastá-la de Lorelai Gilmore. Mesmo assim, pelos outros, ainda vale muito a pena.

Trial & Error


Cancelada na segunda temporada, Trial & Error é um mockumentário que merecia ter recebido uma nova chance. Ambientada na cidade fictícia de East Peck, a série nos apresenta ao advogado Josh Segal em sua chegada à cidade para defender Larry Henderson da acusação de matar sua esposa. Acontece que, como todos na cidade, Larry é um personagem peculiar que mais atrapalha do que ajuda o seu próprio caso, criando várias situações ridículas. Trial & Error não tenta se levar a sério, mas sabe dosar o exagero para divertir mantendo o espectador curioso. Fico feliz que ambas as temporadas possuem um final satisfatório, mas é mesmo uma pena que tenha sido cancelada.

Will & Grace


Will & Grace começou em 1998, terminou em 2006 e ressurgiu das cinzas em 2017, na onda dos revivals. Assim como Friends e várias outras, é uma comédia de grupo de amigos vivendo em New York - Grace, Will, Jack e Karen. Ainda estou na quinta temporada e, às vezes, odeio os personagens, mas é aquela série perfeita para esvaziar a mente depois de um dia cansativo. Tenho curiosidade de ver as temporadas novas para saber como a série está se sustentando em 2018, já que o humor apresentado em sua exibição original é muito politicamente incorreto para os dias atuais.

Brooklyn 99


Irmã de The Good Place e Parks & Recreation, Brooklyn 99 é apenas mais um sucesso do produtor Michael Schur. É uma comédia de ambiente de trabalho que se passa na delegacia 99, onde trabalham Jake Peralta e seus companheiros Rosa Diaz, Amy Santiago, Charles Boyle, a secretária Gina Linetti, o sargento Terry Jeffords e o novo capitão linha dura Raymond Holt.

No início, Jake era um personagem irresponsável e imaturo, embora um ótimo detetive e uma das coisas mais legais da série é acompanhar o seu amadurecimento. Até eu, que sempre desgosto dos protagonistas, tive que ceder e agora gosto de todos. Outro ponto que eu gosto muito são os relacionamentos dos personagens, algo com que eu tenho me identificado muito ultimamente. Todos os personagens têm seu espaço pra crescer, e a série tem uma continuidade boa, uma evolução que é difícil de ser percebida em sitcoms - é quase uma versão mais leve e divertida de Castle. 

Fuller House


Fuller House é um presente criado especialmente para aqueles que cresceram vendo Full House nos anos 80/90. A continuação, com foco na filha mais velha de Danny Tanner, minha favorita DJ, replica quase que exatamente os elementos da série original. Sua primeira temporada é puro fanservice, um fanservice que essa geração nostálgica à qual eu pertenço adora. A parte boa é que isso deu à série fôlego para mais temporadas e a oportunidade de criar sua própria identidade. DJ, Stephanie e Kimmie vão trilhando os seus próprios caminhos e amadurecendo, ao mesmo tempo em que Danny, Joey, Jesse e Becky fazem participações especiais para não nos deixar esquecer de suas origens. Essa combinação tem dado muito certo e eu espero que ainda renda algumas temporadas mais.

The marvelous Mrs Maisel


Depois do revival de Gilmore Girls, Amy Sherman-Palladino encontrou morada na Amazon e lançou The Marvelous Mrs Maisel no final do ano passado. A série conta a história de Midge Maisel, uma dona de casa mãe de dois que, após se separar do marido, decide se aventurar no mundo das comédias de stand-up. A série se passa nos anos 50, uma época em que as mulheres não podiam ser o que quisessem, mas tinham que se submeter às regras implícitas de uma sociedade injusta, mas Midge corre atrás do que quer e, embora seja egoísta e arrogante como os protagonistas da maioria das séries existentes no mundo, a gente acaba torcendo para que ela consiga.

Single parents


Situada em algum ponto entre as comédias familiares e as comédias de grupos de amigos, Single Parents é focada em cinco pessoas bastante diferentes, que jamais seriam amigas não fosse pelo fato de terem que criar seus filhos sozinhas. Daí surge uma conexão: O doce fardo da maternidade/paternidade fica mais fácil quando eles têm um ao outro para se apoiar.

Ainda na primeira temporada e ainda sem garantias de uma continuação, a série começou um tanto exagerada, mas conseguiu calibrar bem os personagens ao longo dos episódios. Recentemente, também notei um investimento maior nas crianças, que às vezes são mais maduras e mais interessantes que seus pais. Se continuar melhorando, pode ter um bom futuro.

I feel bad


Outra estreante, I feel bad também é uma comédia familiar, mas com uma personagem que é daquelas pessoas horríveis que conquistam logo de cara. De um lado, Emmet tem a família que ela ama, marido, pais e três filhos. De outro, ela também ama seu trabalho.

A parte do trabalho é particularmente interessante para mim, dado que Emmet trabalha em uma empresa de tecnologia e é a única mulher em um grupo de homens - situação com a qual eu me identifico em vários momentos da minha vida. Infelizmente, essa é a parte menos desenvolvida da história, mas, embora ainda tenha também alguns exageros, a parte familiar está caminhando bem e Emmet se torna uma personagem cada vez mais real enquanto se mostra uma mãe cada vez mais imperfeita, com a qual muitas poderão se identificar.

My brilliant friend


Baseada na famosa tetralogia napolitana de Elena Ferrante, a novata My brilliant friend é um primor em termos de adaptação. Ambientada na Itália do pós guerra (e falada originalmente em italiano), é uma história simples sobre essas duas garotas tão diferentes e que despertam uma na outra sentimentos tão complexos. Lenú e Lila se conhecem desde sempre e se tornam melhores amigas ainda na infância. Sua relação é marcada por um suporte incondicional, mas também por uma competição que as impulsiona.

É uma série pesada, mais pesada que o livro, mas também muito poética. Não tem grandes acontecimentos, bombas e desastres, mas é emocionalmente intensa. Tanto no livro quanto na série, essa é uma história que me faz pensar nos meus próprios relacionamentos e como alguns sentimentos são universais.

God friended me


Minha grande surpresa do ano, God friended me conta a história de Miles, um jovem filho de pastor que se declara ateu e, por isso e por outras coisas, não tem um relacionamento com o pai. A vida de Miles muda quando alguém chamado Deus insiste em lhe enviar solicitações de amizade no Facebook, mesmo que ele recuse várias vezes. Relutante, ele aceita e a "conta de Deus" passa a enviar sugestões de amigos, que Miles descobre serem pessoas que necessitam de sua ajuda.

Com essa premissa, a série poderia ser muito boa ou muito ruim. Felizmente, é o primeiro caso. A história tem um tom leve de dramédia que é bem o que eu gosto. Ao mesmo tempo em que acompanhamos Miles no seu "caso da semana", vemos a evolução do personagem e também dos seus amigos, Rakesh e Cara. God friended me não é uma série sobre religião, mas sobre humanidade, sobre ser as melhores pessoas que podemos ser para aqueles que nos cercam. A forma como os episódios são conduzidos me lembra um pouco de Being Erica, onde o sobrenatural é apenas o meio encontrado para que os personagens se desenvolvam, uma estratégia que muito me agrada. 

A million little things


Quem acompanha o blog sabe o estrago que as duas primeiras temporadas de This is Us fizeram no meu emocional, a ponto de eu começar a fazer terapia após chorar por 12 horas seguidas com um episódio que tocou em alguns pontos sensíveis. A million little things é considerada por alguns "the new This is us" e, enquanto a terceira temporada de sua prima mais velha está me dando sono, o drama dos amigos da ABC tem mexido muito comigo a cada semana.

A série começa quando um membro desse grupo morre de forma trágica e, a partir daí, os outros passam a reavaliar suas vidas e o que os trouxe àquele momento. À medida em que os episódios passam, nós os conhecemos mais enquanto eles também se conhecem melhor. Eu amo histórias que focam em grupos de amigos e amo ver como esses grupos interagem e as dinâmicas entre cada parte deles. AMLT sabe mesclar muito bem seus núcleos, algo de que eu sinto falta em outras séries de drama. Alguns personagens me irritam, como sempre, mas também já me apeguei a outros e torço por eles - em especial Gary e Maggie já se tornaram favoritos. Não sei qual será o futuro da série e temo que, eventualmente, eu também deixe de gostar dela, mas, por enquanto, eu espero um novo episódio a cada quarta-feira com o coração na mão.

Alguém aqui assiste ou assistiu alguma dessas? Ou tem alguma sugestão que acha que eu vou gostar? Deixe aí sua resposta nos comentários!

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